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Soldados da Tailândia deixam Iraque
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Governo das Filipinas desafia George Bush e também retira tropas |
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BAGDÁ - A retirada do contingente de 450 soldados tailandeses que estavam em Karbala (centro do Iraque) já começou e terminará no dia 20 de setembro, anunciou ontem o ministro de Defesa, Chetta Thanajaro. Esses militares tinham sido mobilizados no Iraque em uma missão estritamente humanitária de um ano. A Tailândia informou que não pretendia prolongar sua permanência no país, devido à falta de segurança. O governo das Filipinas foi o primeiro a iniciar, anteontem, a retirada de suas forças do Iraque, após os Estados Unidos devolverem parcialmente a soberania ao país, em 28 de junho.
A decisão foi tomada para atender exigências de um grupo terrorista que ameaça de morte o motorista filipino Angelo de la Cruz, 46 anos. A chanceler filipina, Delia Albert, disse que o contingente já começou a ser reduzido de 51 para 43 soldados.
"O Ministério das Relações Exteriores está coordenando a retirada do contingente humanitário com o Ministério da Defesa", anunciou Albert, em um comunicado divulgado pela Presidência. Os terroristas ameaçavam matar De la Cruz caso as tropas filipinas não fossem retiradas até 20 de julho, um mês antes do previsto pelo governo filipino. O prazo dado pelos terroristas expirou na tarde de terça-feira.
As Filipinas desafiaram os Estados Unidos e começaram a retirar suas tropas do Iraque ontem, cedendo às exigências dos seqüestradores que mantêm o caminhoneiro filipino Angelo de la Cruz, 46, como refém e arriscando estragar as relações entre Manila e Washington. A secretária de Relações Exteriores das Filipinas, Delia Albert, disse que 11 soldados, incluindo o comandante do contingente de 51 homens, deixariam o Iraque ontem, em uma tentativa de salvar a vida de De la Cruz.
A rede de TV árabe Al Jazira divulgou, na noite de ontem, um vídeo que mostra De la Cruz com boa aparência e dizendo a sua família que estaria voltando para casa em breve. "Esperem por mim, estou voltando para vocês", declarou.
Em outra mensagem, seus seqüestradores disseram que De la Cruz seria libertado somente depois que Manila retirasse todas as suas tropas do Iraque. "O governo filipino chamou de volta o comandante do contingente filipino no Iraque. Ele está deixando o Iraque com dez membros do contingente filipino", declarou Albert.
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