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Edição de Sábado, 17 de Julho de 2004 
Economia | Exportações diminuem no terminal de cargas
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ECONOMIA
Exportações diminuem no terminal de cargas
AEROPORTO
O terminal de cargas (Teca) do Aeroporto Internacional do Recife registrou queda nas exportações durante o primeiro semestre de 2004. Segundo os números da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), foram liberadas 1,8 mil toneladas no período, quantidade 32,8% inferior à observada entre janeiro e junho do ano passado. Nos seis primeiros meses de 2003, o terminal já havia liberado 2,7 mil toneladas com destino ao Exterior.

  De acordo com a coordenação de Logística do Teca, a queda no movimento foi motivada pela redução nos vôos das companhias Varig e TAM. Quem exporta utiliza os porões das aeronaves de passageiros. Desde meados do primeiro semestre de 2003, as duas empresas operam no sistema de code-share (compartilhamento). Com uma quantidade menor de vôos e um conseqüente número maior de passageiros nos aviões, sobra menos espaço para embarcar os produtos.

  A queda no volume de exportações fez com que a receita do terminal caísse também no primeiro semestre. Entraram nos cofres da Infraero R$ 115,7 mil no período, contra R$ 175,4 mil entre janeiro e junho de 2003. Uma redução de 34%. A arrecadação do ataero (adicional de 50% recolhido sobre as tarifas aeroportuárias, criado para financiar obras de infra-estrutura no setor) caiu no mesmo patamar, de R$ 87,7 mil para R$ 57,9 mil.

  Como não há cargueiros fazendo a rota internacional, os empresários têm de conseguir um lugar nos porões das aeronaves de passageiros. O Estado possui apenas uma ligação direta diária com a Europa, através da TAP. A Varig retomou o vôo semanal para Lisboa partindo do Recife, mas que faz escala em Fortaleza. De resto, é preciso fazer conexão em São Paulo ou no Rio de Janeiro antes de seguir para o Exterior.

IMPORTAÇÃO - Enquanto as exportações caíram, as importações cresceram, apesar de timidamente, no primeiro semestre. Foram recebidos 590,1 toneladas, contra 578 toneladas registradas entre janeiro e junho de 2003. Alta de 2,1%. O aumento da receita gerada para a Infraero, no entanto, foi bem superior. Nos seis primeiros meses de 2003, a Infraero havia arrecadado pouco mais de R$ 1,6 milhão. Este ano, a arrecadação com as taxas ficou em R$ 1,6 milhão.

  A superintendência da Infraero também divulgou o resultado da movimentação de carga aérea doméstica. Foi registrado um forte incremento no período. Durante todo o primeiro semestre, foram liberadas 3,1 mil toneladas, quantidade 131,2% superior às 1,3 mil toneladas registradas entre janeiro e março do ano passado. Já a receita aumentou 102,8%, passando de R$ 94,1 mil em 2003 para R$ 190,9 mil em 2004.

FOI DE 32,8% a queda em relação ao ano passado

Comentários dos Leitores
"Coordenação do Teca quando diz que a queda no movimento foi motivada pela redução nos vôos das companhias Varig e TAM deixa transparecer que estes são vôos internacionais. Utiliza-se de um sofisma, pois de fato houve redução dos vôos Varig e TAM (porém domésticos e nada têm a ver com as exportações) e é verdade que quem exporta utiliza os porões das aeronaves de passageiros, porém, de vôos internacionais, que nada têm a ver com a redução dos vôos domésticos Varig e TAM. É bem assim que por aqui manipula-se as comunicações, aproveitando-se da vaidade e da falta de informação e de senso crítico dos leitores. A falsidade do argumento utilizado pela coordenação de Logística do Teca (coordenação não tem identidade, ninguém quis usar o nome), exposto no segundo parágrafo, é evidenciada quando se relata que a carga aérea doméstica teve forte incremento e que os vôos domésticos fizeram foi aumentar neste primeiro semestre, em razão dos corujões (vôos noturnos).", H. Leone, por e-mail

 
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