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Índios caiuás são decapitados
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ADOLESCENTES |
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CAMPO GRANDE (MS) - Dois índios adolescentes da etnia caiuá, de 15 e 16 anos, foram mortos e decapitados ontem, na aldeia Bororó, em Dourados, Mato Grosso do Sul. Segundo a Polícia Civil, as cabeças cortadas com golpes de facão e machado foram encontradas a 30 metros dos corpos. Os dois eram primos e foram assassinados em local próximo à escola da aldeia. O delegado da Polícia Civil Oduvaldo de Oliveira Pompeu, prendeu em flagrante o índio também caiuá Reginaldo Vilalba, 24 anos, conhecido como Cururu, acusado de matar os adolescentes.
Vilalba nega que tenha matado os rapazes. Diz que estava na casa da mãe, mas, segundo o delegado, um índio prestou depoimento e disse que viu Vilalba assassinar os índios. Pompeu afirmou que o motivo do crime pode ser passional. "Um deles, apesar da pouca idade, teria mantido relações sexuais com a mulher de Vilalba, no domingo passado", afirmou o delegado. Ainda segundo Pompeu, ambos estavam bêbados e não puderam fugir de Vilalba, que também havia bebido, porém menos do que as vítimas. "Paula, mulher de Vilalba também estava muito bêbada", disse o delegado.
Apesar de a lei proibir a venda de bebidas alcoólicas aos índios, o consumo é grande na reserva de Dourados, que tem 3.600 hectares e abriga ao menos 9 mil índios. No início da semana, a Funai e o Ministério Público Federal decidiram proibir a entrada de não-índios na reserva. O chefe do escritório da Funai em Dourados, Israel Bernardo, na quarta-feira passada, que a entrada de brancos, incluindo comerciantes de bebidas alcoólicas, é a causa da violência nas aldeias.
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