Últimas Diversão Comunidade Tecnologia Esportes Turismo Quem Somos
Diario de Pernambuco TVGuararapes Radio Caetés Rádio Clube
Edição de Quarta-Feira, 7 de Julho de 2004 
Informática | Eleições
   DIARIO
   Índice Geral
   Expediente
   Ed. Anteriores
   Assinaturas
   História
   CADERNOS
   Política
   Brasil
   Mundo
   Economia
   Esportes
   Vida Urbana
   Viver
   SUPLEMENTOS
   Revista da TV
   Empregos
   Viver Mulher
   Viagem
   Informática
   Carro
   Imóveis
   Saúde
   Diarinho

    SERVIÇOS

   Loterias

Informática
Eleições
Internet é arma poderosa para garimpar voto
Fred Figueiroa
DA EQUIPE DO DIARIO
Agora é pra valer. Ontem foi iniciada oficialmente a campanha eleitoral para quatrocentos mil candidatos a prefeito e vereador que disputarão, em outubro, uma das setenta mil vagas disponíveis em 5.567 municípios brasileiros. Todos eles com um objetivo em comum: conquistar você, ou melhor, o seu voto. Na verdade, você (caso esteja apto a votar este ano, claro) é um dos 120 milhões de alvos desta campanha eleitoral. Acredite: para onde olhar, onde estiver, queira ou não queira, vai haver alguém fazendo de tudo para chamar a sua atenção para um determinado candidato. As eleições 2004 ganharam as ruas, o rádio, a televisão e - mais do que nunca - também estarão dentro do seu computador.

  Pelo menos um terço do eleitorado brasileiro acessa regularmente a internet. Uma fatia mais do que expressiva e para a qual a grande maioria dos candidatos preparou um conteúdo de campanha específico e que pretende ir muito além de sites de divulgação e exaltação da imagem do candidato. Nesta campanha, prepare-se para uma invasão de banners, spams, chats e outras armas virtuais para levar o candidato até o eleitor internauta.

  Na Região Metropolitana do Recife, os primeiros sinais já estão no ar: antes mesmo do início da campanha oficial, algumas candidaturas já estavam com sua propaganda na rede, não só em sites pessoais dos políticos ou dos partidos (na verdade, uma espécie de campanha disfarçada), como até mesmo espalhando banners em alguns sites bem visitados da cidade. Um exemplo dessa prática está embaixo de cada foto do já tradicional site de baladas Bob Flash, que já vem exibindo há alguns dias a propaganda do candidato a prefeito Cadoca, inclusive com número do partido (PMDB) em destaque no banner.

  Mas os especialistas alertam que é preciso tomar cuidado com os excessos na campanha on-line. "Uma estratégia equivocada pode significar uma crise de imagem digital do candidato, já que o usuário de internet é muito mais exigente e também pode exercer seu direito a montar sites anticandidatos ou de denúncia a práticas ilegais, usando o canal de reclamação on-line do TRE", analisa a advogada Patrícia Peck, no recente texto E-política: Aspectos Legais de uso da internet nas Eleições 2004, que pode ser lido por inteiro em sites como www.cand.com.br e www.igroup.com.br. Patrícia é autora do livro Direito Digital, publicado pela Saraiva. No ano passado, ela foi eleita presidente do comitê brasileiro anti-spam.

  E não precisa ser um expert no marketing político para listar tudo o que a internet oferece aos candidatos. Afinal, é um espaço aberto 24 horas para o político expor suas posições, podendo manter tudo atualizado, interagir, e - de certa forma - aproximar-se do eleitor. Isso sem falar no benefício da igualdade de tempo e espaço democrático oferecido a qualquer político independente do tamanho de seu partido.

  Por isso, os que ainda não colocaram sequer o site oficial no ar, correm contra o tempo. E a primeira polêmica na campanha on-line já foi criada: o candidato a prefeito do Recife, Raul Jungman (PPS), garantiu que em sua página serão publicados e especificados todos os gastos da campanha e propõe que todos os demais candidatos façam o mesmo. "Antes de começar a campanha, o site já disponibilizava todas as contas do gabinete dele como deputado federal", explica o assessor de imprensa do candidato, Rossini Barreira, que montou uma equipe própria para o conteúdo e atualização do site, que ainda promoverá chats-debates com Jungman.

  "Mais que usar a internet para ganhar votos, é essencial que os políticos estabeleçam relacionamento com os eleitores, através de um diálogo interativo sobre as propostas de governo e assim possamos plantar a primeira semente de transformação política no tecido social cada vez mais digital na realidade brasileira. É preciso educação e a internet pode ser o grande canal de viabilização disso, quer seja nos ambientes públicos ou de inclusão digital, nas escolas, nas empresas ou no acesso de casa", conclui a advogada Patrícia Peck, no referido texto.

ffigueiroa@dpnet.com.br

 
        Escolha aqui um canal do Pernambuco.com:
quem somos | contato comercial | sua opinião sobre o portal
Copyright 2003 - Pernambuco.com | todos os direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo desta página sem a prévia autorização | faleconosco@pernambuco.com