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Edição de Quarta-Feira, 7 de Julho de 2004 
Informática | Lei do Voto Virtual ainda é polêmica
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Informática
Lei do Voto Virtual ainda é polêmica
A utilização da tecnologia da informação nas eleições 2004 não será apenas nas campanhas. Ela continuará presente na hora do voto e da apuração, com a utilização das urnas eletrônicas (incorporadas ao processo eleitoral brasileiro desde 1996), apesar das diversas polêmicas sobre a sua legitimidade e a segurança - principalmente depois que o Senado aprovou, em outubro do ano passado, a Lei do Voto Virtual, que impede o registro impresso do voto (o que para muitos abre brechas para fraudes virtuais, já que a única forma de uma auditoria da apuração ficou restrita ao software da urna).

  As urnas eletrônicas serão utilizadas mais uma vez em todas as 350 mil seções eleitorais do País. Serão mais de quatrocentas mil urnas, sendo 75,4 mil novos modelos, desenvolvidas numa parceria entre o grupo First International Computer (FIC)/Phihong e a Diebold Procomp (ambas instaladas em Santa Rita do Sapucaí/Minas Gerais). O Tribunal Superior Eleitoral gastou R$ 187,3 milhões com esse lote complementar. "Para este projeto, aFIC desenvolveu uma placa-mãe exclusivamente para equipar as urnas, totalmente novas do ponto de vista tecnológico", explica o diretor comercial da FIC, Cláudio Ribeiro. Uma das novidades é que, além de armazenados digitalmente, os votos também terão a possibilidade de serem impressos, o que representaria mais uma possibilidade de fiscalização e lisura de toda a operação. No entanto, esta é apenas uma possibilidade, visto que a Lei do Voto Virtual impede o registro do voto.

  As motherboards (placas-mãe) da urna 2004 comportam um chip marca National/AMD de 200 MHz de velocidade, com memória de 64 Mbytes, além de duas memórias Flash (adicionais) de 32 Mbytes. "A expectativa do TSE é que tenhamos capacidade de totalizar até 95% dos votos até a meia noite do mesmo dia das eleições", informa o executivo.

  Desde 1998, a FIC/Phihong do Brasil vem fornecendo as placas motherboard para as urnas utilizadas nas eleições do Brasil. O grupo emprega atualmente cerca de 1.500 pessoas e faturou US$ 45 milhões em 2003. Para este ano, a previsão é de cerca de US$ 70 milhões. (F.F.)
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