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Esperança na luta contra o câncer
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PRÓSTATA |
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Tumor de maior incidência entre os homens brasileiros, o câncer de próstata - doença que, só no ano passado, teve mais de 35 mil novos casos diagnosticados e foi responsável por oito mil mortes no mundo - tem agora uma nova opção terapêutica. A novidade, que está sendo vista como um importante avanço na medicina na luta contra o câncer, foi oficialmente apresentada durante o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) e já está sendo divulgada para médicos de todo o mundo.
O novo esquema de tratamento - já aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos - consiste na administração do medicamento quimioterápico Taxotere, que tem como princípio ativo a substância docetaxel, combinado com duas outras drogas. A nova terapia foi alvo de dois grandes estudos desenvolvidos por pesquisadores do Centro de Câncer Kimmel da Universidade John Hopkins e do Centro Médico Presbiteriano de Columbia que avaliaram mais de 1.800 pacientes de 23 países.
Os resultados mostraram quea utilização do Taxotere em doentes com câncer de próstata em fase avançada conseguiu reduzir em até 24% o risco de óbito se comparado ao tratamento padrão. Além disso, o tratamento com a droga apontou melhorias importantes nos índices de resposta na dosagem de PSA - substância que fica aumentada em pacientes com doença prostática maligna -, na redução da dor e no tempo de sobrevida dos doentes.
Para o oncologista Daniel Herchenhorn, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais do que um novo alento para os pacientes, a novidade representa uma mudança de paradigma. "Os achados dos estudos demonstram que o câncer de próstata responde à quimioterapia, ao contrário do que apontavam as evidências clínicas até agora", comemora. "A partir desses resultados, abre-se caminho para novos estudos sobre a eficácia da droga em estágios iniciais da doença".
Apesar de a quimioterapia com Taxotere ser até então inédita em casos de câncer de próstata, ela já é usada rotineiramente desde 1996 para tratar pacientes com tumores malignos de mama e pulmão. A luta dos médicos agora é modificar o protocolo terapêutico do Sistema Único de Saúde (SUS) para torná-lo acessível a doentes atendidos pela rede pública.
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