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Artigo
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Processo de urbanização |
| Simone Souza - diretora de Gestão Ambiental do Sinaenco-PE |
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O Brasil, nas últimas décadas, apresentou um expressivo processo de urbanização, gerando várias metrópoles com mais de um milhão de habitantes, além de um grande número de municípios que agem como pólos de desenvolvimento. A degradação ambiental é um dos principais problemas da Região Metropolitana do Recife (RMR), refletindo-se sobre a qualidade de vida da maioria de sua população. As causas dessa degradação são diversas. Entre elas incluí-se o elevado grau de urbanização, a falta de políticas públicas que considerem adequadamente a questão ambiental e, em especial, a gestão dos recursos hídricos, já que a presença da água é uma das características mais marcantes da nossa cidade. Destaca-se, entre todas as causas, a precariedade dos serviços de esgotamento sanitário.
A reversão desse quadro exige investimentos e o modelo institucional atual tem mostrado dificuldades em realizá-los pela indisponibilidade de recursos fiscais da parte do Estado e dos municípios. Diante do exposto, aliado ao quadro epidemiológico, constata-se a necessidade por sistemas simplificados de tratamento de esgotos. Estes sistemas devem conjugar, principalmente, baixo custo de implantação; baixos requisitos de área; pouco ou nenhum problema com disposição do lodo gerado na estação, e baixos custos operacionais.
Atualmente, no Brasil, os sistemas anaeróbios encontram grande aplicabilidade. As diversas características favoráveis a esse sistema, como o baixo custo e produção de sólidos e a simplicidade operacional, aliadas às condições ambientais no Brasil, onde há a predominância de elevadas temperaturas, tem contribuído para a adoção de sistemas anaeróbios de tratamento de esgotos, principalmente os reatores de manta de lodo, mundialmente conhecido como UASB.
Mas, o problema não se resume apenas em implantar uma estação de tratamento. O desempenho da estação está intimamente ligado a um controle operacional efetivo que possa garantir a qualidade do efluente final dentro dos requisitos e padrões ambientais, preferencialmente a custosoperacionais reduzidos. A utilização de modelos matemáticos que simulam e otimizam o sistema é uma ferramenta, hoje, bastante difundida em vários países, que contribui para um correto controle operacional e, por conseguinte, um efluente que não polui o corpo receptor.
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