Depois de um jejum de dois anos sem sediar o SuperSurf, Pernambuco deve ser confirmado novamente no calendário do ano que vem. A informação é do diretor do evento, Evandro de Abreu, da Associação Brasileira de Surfe Profissional (Abrasp). A Bahia também deve entrar na briga para sediar o evento e Pernambuco terá que conseguir um apoio do Governo do Estado se quiser receber mais uma vez a elite do surfe brasileiro. O outro pré-requisito é um melhor entendimento entre as entidades que representam o surfe pernambucano.
"É muito bom trazer o evento aqui para o Nordeste, mas nós precisamos de mais apoio do Governo, já que as prefeituras têm ajudado bastante. No caso daqui, o maior problema é que a Associação de Surfe de Ipojuca e a Federação Pernambucana de Surfe não se entendem. Não sei se o Governo não ajudou porque não quis, ou ficou um jogo de empurra dessas entidades sem dar conhecimento do que a gente precisava para vir para cá", revelou Evandro.
Apesar das chuvas que aconteceram durante a 3ªetapa -que afastaram o público e atrasaram as baterias - o saldo da competição foi positivo. "Foi nossa decisão ter pelo menos uma etapa aqui no Nordeste e muitos atletas que participam do SuperSurf são daqui. É bom para os nossos patrocinadores", explicou o diretor do evento.
O presidente da Federação Pernambucana de Surfe, Onildo Barros, rebateu as críticas de discórdias do diretor de evento da Abrasp e disse que o Governo não quis ajudar. "Assim fica mais difícil trazer outras vezes o torneio. Mas vamos continuar tentando fazer de Pernambuco o grande celeiro do surfe nordestino que um dia já foi. Perdemos vários torneios nacionais e internacionais e estamos correndo atrás", garantiu Onildo Barros. Olavo Aguiar, presidente da Associação de Surfe, não comentou o assunto.
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