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Caminhoneiros ameaçam com greve dia 25
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PARALISAÇÃO |
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BRASÍLIA - Exatamente cinco anos depois de os caminhoneiros brasileiros terem parado o País em uma greve nacional, que prejudicou o suprimento de alimentos e combustíveis, além de ter ameaçado a economia, o setor voltou a pressionar fortemente o Governo. Panfletos já estão sendo distribuídos nas estradas federais conclamando para uma paralisação de 72 horas no próximo dia 25. Desde 24 de junho motoristas e empresários se uniram na Frente Nacional do Transporte Rodoviário, e, mais fortalecido, o movimento elaborou uma lista de 11 reivindicações.
"Não dá mais para aguardar soluções para nossos problemas principais", avisa o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José Araújo Silva, o China, um dos representantes da Frente. Temendo um "paradão" como o de julho de 1999, o Governo se antecipou ao problema e já está negociando. O primeiro gesto público será um encontro entre o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e representantes da Frente, marcado para amanhã no seu gabinete.
A estratégia é mostrar que o Governo do PT apoia as reivindicações, vai negociar e quer achar soluções. "Estamos tão interessados em resolver os problemas do setor quanto eles", diz o secretário de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, José Augusto Valente.
As principais reivindicações são rodovias recuperadas, melhores financiamentos e condições de trabalho. Os caminhoneiros pedem também a aplicação da Contribuição sobre Intervenção do Domínio Econômico (Cide) para a recuperação das estradas.
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