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Mandrakaru é o novo pneu da Pirelli
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Lançamento |
| Luce Pereira enviada especial |
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São Paulo (SP) - Executivo tem olho para tudo. Os da Pirelli, maior fabricante de pneus do País, prestaram atenção no aumento do número de motos em cidades do interior do Nordeste e não demoraram a transformar em produto uma idéia inspirada nesta demanda. Até no nome o novo pneu para motocicletas de baixa cilindrada - Mandrakaru - pretende ficar na cabeça dos consumidores da região: lembra a planta símbolo do Nordeste, associada a um dos maiores sucessos de venda da companhia, a família de pneus Mandrake, com mais de 20 anos de Brasil. O Mandrakaru deve desembarcar nas revendas a partir da segunda quinzena de julho.
A euforia vista durante o lançamento, semana passada, na Estância da Serra, pode ser perfeitamente traduzida pelo número de unidades que a fábrica de Gravataí (RS) pretende produzir por mês, num primeiro momento: 15 mil. Com forte apelo visual, tem em sua estrutura sulcos maiores na banda de rodagem, já que foi desenvolvido para uso freqüente em terrenos não-asfaltados ou de alta severidade,como dizem os técnicos. A preocupação com resistência e durabilidade faz sentido, considerando que de 1,5 milhão de quilômetros de estradas, o Brasil tem apenas 160 mil pavimentados e destes, 80% pedindo socorro.
Confeccionado em nylon para garantir maior durabilidade e dirigibilidade, o Mandrakaru consegue pelo menos 10% a mais de rendimento quilométrico (vida média útil) sobre os outros, segundo estima o gerente comercial do segmento de duas rodas para a América Latina, Vicente Marino, que não gosta muito de falar de preço. Mesmo assim, acaba confessando que o consumidor deve pagar algo em torno de R$ 60,00 a R$ 70,00. "O valor é determinado pelo custo, mas o que torna o nosso preço competitivo é a qualidade", resume Marino, relembrando os exaustivos testes no Centro de Pesquisas de Desenvolvimento da Pirelli, em Santo André (SP), e a alta tecnologia empregada no produto.
CRESCIMENTO - Até chegar à decisão de produzir o Mandrakaru, a Pirelli apelou para o seu feeling mercadológico, mas também para números saídos quentinhos dos fornos da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). O Nordeste, dizem os dados, é um mercado que cresce mais a cada dia: tornou-se o segundo maior do País e, em 2003, respondeu por 22,4% do total de vendas de motos no Brasil. Só perdeu para o Sudeste, que ficou com 37,5% de participação.
Embora ecologistas, ambientalistas e os amantes da cultura regional abominem a idéia, os executivos da Pirelli comemoram uma mudança de hábito. Nordestinos de municípios do Interior estão preferindo trocar o jegue pela moto, sobretudo a de baixa cilindrada, nas tarefas domésticas. Compram o veículo com financiamento baixo, facilitado; gastam quase nada com combustível e ainda podem transportar uma carga superior ao que o animal suporta. É isso que animou a gigante brasileira de pneus a criar o Mandrakaru.
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