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Turistas brasileiros são sepultados
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ACIDENTE |
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Sorocaba - Num clima de tristeza e comoção, foram enterrados ontem, em Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo, os corpos dos três turistas brasileiros que morreram em um acidente, no último dia 1º, em Bariloche, na Argentina. O jipe Land Rover em que viajavam em um tour pela região montanhosa de Cerro Lópes foi atingido na queda de uma árvore, durante um temporal.
As famílias da contabilista Alessandra Marques de Oliveira Moraes, de 31 anos, e do casal Maurício Shozo Tanaka, de 50, e Paulina Tanaka, de 48, que não se conheciam, compartilharam no mesmo velório as tristes coincidências da tragédia. Os corpos foram velados em salas vizinhas no velório da empresa funerária Ofebas.
Os Tanaka moravam em Santos, no litoral de São Paulo, mas a família é numerosa e conhecida em Sorocaba, assim como os familiares de Alessandra e de seu marido, o médico anestesista José Carlos de Moraes Júnior. Mais de mil pessoas passaram pelo velório durante a madrugada e a manhã de ontem. O médico, abatido, foi medicado durante o período em que permaneceu ao lado do caixão da esposa. O pai de Alessandra, Armando Marques, também passou mal. Ele perdeu a esposa há um mês.
Segundo parentes, Alessandra era muito apegada à mãe e viajou com o marido para se refazer da perda. Eles estavam casados havia seis anos e recentemente se mudaram para São Paulo, pois José Carlos estava trabalhando no hospital Santa Marcelina. Tinham feito planos de ter um filho. Alessandra havia encomendado a celebração de uma missa, na sexta-feira, em Bariloche, em memória da mãe, mas morreu um dia antes. O marido, que estava ao seu lado no veículo, não foi atingido.
O casal Tanaka viajava atrás do motorista argentino Héctor Greinberg, que também morreu. Um parente dos Tanaka, o comerciante Kazuo Sakata, disse que o casal estava viajando desde o último dia 26. Era a sua primeira viagem internacional. Maurício e Paulina estavam morando em Santos, mas preparavam a volta para Sorocaba. Eles deixaram os filhos Renato e Ricardo e uma netinha. Sakata, casado com uma irmã de Paulina, também estava em Bariloche e deveria ter participado da mesma excursão. "Na última hora, nem sei porque, mudei o roteiro".
Segundo o comerciante, as autoridades argentinas fizeram de tudo para não retardar a liberação dos corpos. O cônsul brasileiro em Buenos Aires viajou a Bariloche para assinar os papéis, evitando perda de tempo.
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