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PE lidera óbitos por leptospirose
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São 19 mortes este ano contra 15 registradas em São Paulo e sete no Espírito Santo |
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Pernambuco é o Estado brasileiro com o maior número de mortes por leptospirose este ano. São ao todo 19 óbitos registrados até agora, o que coloca o Estado na frente de São Paulo, que contabiliza 15 mortes, e do Espírito Santo, com sete. O número, embora confirmado pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS), não coincide com os divulgados no último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que contabilizava, até ontem, 12 mortes nas cidades de Recife (8), Olinda (1), Caruaru (2) e Serra Talhada (1) provocadas pela bactéria leptospira, transmitida pela água contaminada com a urina do rato. Em 2003, aconteceram 20 óbitos causados pela doença no Estado, segundo a SVS.
Além dos casos letais, Pernambuco tem ainda 305 notificações da doença, 55 das quais confirmadas pelas análises sorológicas. O Recife, com oito óbitos - seis deles confirmados nas duas últimas semanas por exames laboratoriais - é o município recordista no Estado no número de mortes pela leptospirose. De acordo com os dados epidemiológicos apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde, a maior parte dos casos se concentra na Zona Norte da Cidade.
O registro mais recente é o de uma vítima em Jardim São Paulo, que apresentou os sintomas da doença em maio. No mês de abril, foram dois casos - um no Ipsep e outro no Pina. Em fevereiro, época que coincidiu com as enchentes que atingiram a Cidade, cinco pacientes que contraíram a doença - moradores dos bairro de Dois Unidos, Alto do Mandu, Vasco da Gama, Brasília Teimosa e Ibura - foram a óbito. Além deles, outros 29 casos foram confirmados no Recife desde o início do ano até agora e outros 26 estão em investigação.
Para a diretora da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura do Recife, Tereza Lyra, o número de casos confirmados e de mortes pela leptospirose estão dentro dos parâmetros esperados. "Os números até o momento não configuram um surto e o aumento de casos já era previsto por conta das enchentes do começo do ano", garante. Para ela, o que houve foi um comportamento atípico na época de registro dos casos, que normalmente acontecem no inverno.
O gerente de doenças de veiculação hídrica da SES, Francisco Duarte - que contesta os números apresentados pelo Ministério - concorda que os casos letais confirmados até agora estão dentro da margem considerada segura. "As ações de prevenção e controle da doença são de competência dos municípios e o Estado só centraliza os dados".
Mais um caso de cólera foi confirmado ontem no município de São Bento do Una. O paciente - uma criança de três anos que já teve alta hospitalar - é o 12º contaminado pelo vibrião colérico na cidade desde março deste ano. O doente é morador do bairro de Santo Afonso, onde outros casos já haviam sido detectados.
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