Últimas Diversão Comunidade Tecnologia Esportes Turismo Quem Somos
Diario de Pernambuco TVGuararapes Radio Caetés Rádio Clube
Atualizado em 25|05|2004 
Viagem | Passado do Estado no Circuito Judaico
   DIARIO
   Índice Geral
   Expediente
   Ed. Anteriores
   Assinaturas
   História
   CADERNOS
   Política
   Brasil
   Mundo
   Economia
   Esportes
   Vida Urbana
   Viver
   SUPLEMENTOS
   Revista da TV
   Empregos
   Viver Mulher
   Viagem
   Informática
   Carro
   Imóveis
   Saúde
   Diarinho

    SERVIÇOS

   Loterias

Viagem
Passado do Estado no Circuito Judaico
Praça do DIARIO é um das referências do roteiro
Está sendo montada em Nova York, Estados Unidos, a exposição No Porto de Pernambuco, a Porta para Nova Iorque. A mostra histórico-cultural sobre o Estado é parte da programação internacional das comemorações, nos EUA, em setembro, dos 350 anos da saída dos 23 judeus do Recife que em 1654 aportaram em Nova Amsterdã, atual cidade de Nova Iorque, formando a primeira comunidade judaica da América do Norte, atualmente a maior do Mundo. O projeto contará aos mais de seis milhões de judeus americanos e pessoas de todas as origens que moram em NY, a história da formação desta cidade com a chegada dos judeus saídos de Pernambuco, com imagens e referências que deverão atrair novos visitantes ao Estado. Enquanto a exposição não fica pronta, pernambucanos e turistas podem antecipar no Circuito Cultural Judaico.

Um trabalho de pesquisa do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco em conjunto com a Philips, desenvolvido desde 2001, deu origem ao Circuito Cultural Judaico. O trabalho observou que, além da Sinagoga Kahal Zur Israel - a Primeira Sinagoga das Américas, marco mais visível da presença judaica na história do Estado, outros lugares e referências também seriam marcos da presença judaica que diferenciam a história de Pernambuco de todos os outros lugares do mundo desde o início do século 20.

"Desde o principio da sua história, e não apenas da sua história recente, o Recife é uma cidade intimamente ligada aos judeus e ao judaísmo. A partir do início do século 20, um grupo de imigrantes formou na região uma pequena, mas ativa comunidade. Plenamente integrada, atuante social, cultural e economicamente, seus reflexos estão na memória recente e na percepção de cidade viva através de inúmeras representações. O bairro da Boa Vista é uma delas. Um fenômeno migratório e adaptativo com muito ainda por se estudar", explica Tânia Kaufman, coordenadora do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco.

A instituição conseguiu resgatar atrativos escondidos que são referências de interesse internacional. A primeira parada deste roteiro pode ser o Centro Cultural Judaico de Pernambuco/Primeira Sinagoga das Américas, na rua do Bom Jesus, Bairro do Recife, onde é possível perceber onde viveram, como viviam e o que faziam os cristãos novos e judeus que chegaram no Recife, se estabeleceram, atuaram nos mais diversos segmentos, chegando a representar 50% da população branca da cidade e que fundaram a Primeira Sinagoga das Américas em tempos de intolerância na Europa Ibérica e de exercício de liberdade religiosa num Brasil a se constituir.

Estão no circuito lugares como a primeira ponte do Recife, construída inicialmente por um engenheiro judeu e que passou posteriormente por reformas subseqüentes até a sua substituição total por uma ponte de ferro, inaugurada em 1865 e que, em 1917 se transformaria, após nova reforma, na atual Ponte Maurício de Nassau; a Casa de Guardas dos Judeus (judeus organizados em milícias que participavam das expedições navais holandesas), que não foi registrada nas crônicas militares da época; o Monte de Olinda, antiga MarinD´Olinda de Pernambuco, que abriga, nos arredores da igrejinha dos Milagres, memórias de um fortim de muita resistência, marcando a presença atuante da população judaica que, além da influência na produção e no comércio do açúcar, foi participante ativa, ao lado dos holandeses, na defesa de Pernambuco.

Também é possível conhecer o Engenho Camaragibe, centro espiritual judaico, liderado por Diogo Fernandes e Branca Dias em terras pertencentes a Bento Dias Santiago, rico cristão novo; a casa de Branca Dias em Olinda, onde ela vivia grande parte do tempo; a casa de Duarte Saraiva, rico comerciante e líder da comunidade sefardi, em cuja casa realizavam-se os cultos religiosos judaicos, antes da construção da Sinagoga.

Tem ainda o Projeto Terreiro dos Coqueiros, que visa a evolução urbanística da área urbana conhecida como Mauritsstadt, a Cidade Maurícia, atual bairro de Santo Antônio, como um dos empreendimentos do Príncipe Maurício de Nassau. O plano, seguindo a concepção da arquitetura renascentista, em modelos clássicos, tinha como núcleo uma grande praça de onde fluíam as ruas de seu traçado. Esta praça era conhecida pelos holandeses como De Groot Marckt, o Grande Mercado de Maurícia. As fontes portuguesas citam-na como O Terreiro dos Coqueiros.

Este largo para onde foram transplantados coqueiros adultos era, então, um buliçoso centro de vida urbana, cenário de mercancia e atividades sociais. Próximo a este espaço estava a Sinagoga Maguen Abraham, a segunda das Américas, tendo sido certamente um local de interação social da comunidade judaica, especialmente devido à atividade mercantil ali promovida. A praça continuou sendo o coração da cidade e hoje corresponde a um dos pontos mais importantes do centro do Recife - a praça da Independência - mais conhecida como Praça do DIARIO.

Serviço

Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco
Telefone: 3224-7376
www.arquivojudaicope.org.br

 
        Escolha aqui um canal do Pernambuco.com:
quem somos | contato comercial | sua opinião sobre o portal
Copyright 2003 - Pernambuco.com | todos os direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo desta página sem a prévia autorização | faleconosco@pernambuco.com