O projeto da embarcação de pesquisa saiu do papel graças à iniciativa privada. A princípio, cinco empresas ratearão R$ 60 mil durante os próximos seis meses, período para o qual os recursos já estão garantidos. Os patrocinadores, no entanto, fazem um apelo para que outros empresários se integrem ao grupo para baratear os custos e dar continuidade aos trabalhos, já que um ano é o prazo mínimo para a obtenção dos resultados. A maior justificativa para a ação, segundo eles, é evitar que o turismo do Estado sofra uma queda em decorrência dos ataques.
"O custo para poucas empresas é muito alto. Mas se for dividido entre muitas, fica uma mixaria. O que são R$ 1 mil reais por mês? É um impacto econômico pequeno. E a empresa terá benefícios comerciais com isso", argumentou Humberto Carrilho, diretor-comercial da Dislub Combustíveis Ltda, que desembolsará entre R$ 8 mil e R$ 11 mil por mês. Os outros colaboradores são a Construtora Carrilho Ltda, Monteiro e Filhos Advogados, Subeal (distribuidora de bebidas) e Cabanga Iate Clube. Cada uma dessas entidades contribuirá com R$ 1 mil por mês. O Cabanga entrará também com apoio logístico para o Sinuelo e seus tripulantes.
O Governo do Estado argumentou que colaborará com as expedições através da compra de um espinhel de 200 anzóis e com extensão de 8 km. Os R$ 10,5 mil necessários para a compra do equipamento serão viabilizados pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). "Já autorizamos a compra a uma empresa de São Paulo e dentro de quatro a cinco dias o espinhel chegará ao Recife. Estamos muito preocupados com a situação", disse o presidente da Empetur, Tom Uchôa. A assessoria de Imprensa do Governo explicou que a maior contribuição do órgão, no entanto, será o custeio da campanha educativa. Ao todo, R$ 50 mil estão sendo destinados à colocação de 53 placas de advertência nas praias de Recife e Jaboatão e à confecção de 100 mil folhetos explicativos. A campanha será lançada hoje, às 10h, em Piedade, em frente à igrejinha.
|