Mas o que é a osteoporose? Desde a última década, quando a doença foi reconhecida como um enorme problema de utilidade pública, as explicações sobre ela tenderam a chegar em maior número e mais depressa à população. Ainda assim, há quem jamais tenha recebido orientação para fazer um exame de densitometria óssea, mesmo manifestando alguns ou vários fatores de risco. Em linhas gerais, a osteoporose acontece a partir de uma baixa densidade mineral óssea (DMO), com deterioração do tecido ósseo. A etapa seguinte é um aumento da fragilidade dessa estrutura, o que torna inevitável o risco de fraturas. O número de óbitos decorrente delas é considerável.
Por ser uma doença normalmente "silenciosa", requer um olhar mais cuidadoso. "Estamos tentando sensibilizar os médicos para adotar uma conduta bem mais próxima do paciente, que leve em consideração um conjunto de fatores. Significa mais tempo ao lado deste paciente", diz Rubem Lederman, que não pôde contar, no evento, com o ministro da Saúde, Humberto Costa (enviou representante), nem com o prefeito do Rio, César Maia. Ele também optou por mandar alguém em seu lugar. Pareceu um reflexo do tratamento que a doença vem recebendo das autoridades de saúde do Brasil, mas Lederman desconversa: "Ainda estamos buscando entendimentos, e na luta para conseguir criar uma campanha em nível nacional". diz ele.
ESTRAGOS - A preocupação em mandar soar o alerta em todo o País faz sentido. A osteoporose sai caro para os cofres públicos, chega a matar, e quando não, dependendo do grau, provoca sérios estragos na qualidade de vida do paciente. Há casos em que até tarefas simples, como vestir a roupa e andar, terminam se transformando em um suplício.
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