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Sindicância não convence oposicionistas
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CASO WALDOMIRO |
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BRASÍLIA - O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, ouviu hoje, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, queixas de deputados da oposição que cobraram a reabertura da comissão de sindicância, instaurada pelo Planalto para apurar irregularidades cometidas pelo ex-assessor parlamentar da Casa Civil Waldomiro Diniz. Para os deputados, houve uma falha grave no trabalho da comissão: o fato do chefe da Casa Civil, José Dirceu, superior imediato de Waldomiro, não ter sido ouvido.
Rebelo, no entanto, rejeitou a possibilidade das investigações sobre Waldomiro serem reabertas. "A comissão foi criada para investigar o ex-servidor Waldomiro Diniz e não o ministro José Dirceu", afirmou. Na audiência, o ministro informou que a conclusão da sindicância feita pelo Governo apontou crime de improbidade administrativa de Waldomiro. Aldo acrescentou que Diniz será processado por isso. O deputado Alberto Goldman (PSDB-SP) considerou limitado o trabalho da comissão e classificou o trabalho de água com açúcar. Além de questionar o fato de a comissão não ter ouvido Dirceu, Goldman também quis saber porque os computadores de Waldomiro não foram periciados.
Segundo o ministro, ele não interferiu no trabalho para pedir que Dirceu fosse ouvido ou para determinar o contrário. Aldo explicou que a comissão não sentiu necessidade de colher o depoimento de Dirceu para finalizar o relatório e também defendeu o ministro. Ele voltou a dizer que o Governo não trabalhou para evitar a CPI do caso Waldomiro, deixando ao Congresso a decisão sobre sua viabilidade. E garantiu que a vontade do Governo Lula continua sendo a de proibir o funcionamento dos bingos no País. "Para o próprio Congresso, a matéria continua em aberto. A vontade do Governo de proibir esse jogo de azar permanece, mas nós estamos aguardando o julgamento de matérias pendentes no Supremo Tribunal Federal para poder adotar posição definitiva sobre o assunto."
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