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Edição de Quarta-Feira, 19 de Maio de 2004 
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Opinião
Opinião
O pólo médico

Quando se olha o cenário do desenvolvimento do país, logo penetra a retina do observador a imagem de inúmeros pólos alusivos a esta ou aquela atividade econômica - o pólo canavieiro, o petroquímico, o automotivo, o naval e assim por diante, mas nenhum se apresenta revestido de mais nobreza ante a população de pobres e ricos que o pólo médico. Pernambuco, particularmente o Recife, viu formar-se a pouco e pouco, nos últimos cinqüenta anos e picos, um Pólo Médico de primeira magnitude e muita qualificação. A Ilha do Leite e adjacências são o berço do empreendimento que reúne centenas de organizações médicas, médico-científicas e para-médicas, além de outras entidades de apoio da área dos serviços, a exemplo da hotelaria, do varejo de produtos farmacêuticos e ortopédicos, das agências de planos e seguros de saúde etc.

  Não foi por acaso que citamos a nobreza do Pólo Médico. A Medicina existe, disse-o Hipócrates, para curar e, se não for possível curar as enfermidades, ao menos para debelar a dor sofrida pelos pacientes. Em nosso Recife, foram os médicos que, ultrapassando esses principais misteres de amenizar as dores ou de curar doenças, caíram em campo para, com idealismo e coragem, fundar o pólo hoje constituído num dos patrimônios do aparelhamento científico e social do Estado. Trata-se de empreendimento custeado pela pecúnia de cada um deles, tudo é obra da iniciativa particular, o que vale dizer que os Governos não participaram nem participam com recursos públicos para a festejada realidade que é o Pólo Médico. Estimam-se em R$ 200 milhões os investimentos em edificações, equipamentos de última geração e demais. Para que se faça nítida idéia da relevância econômico-social do Pólo Médico recifense, ele criou obra de 35 mil empregos diretos e, provavelmente, igual número de empregos indiretos. Atende cerca de 20 mil pessoas por dia útil. No que diz com o recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS), recolhe coisa de R$ 8 milhões anualmente aos cofres municipais.

  Foi ali, no Pólo Médico do Recife, que se fez oprimeiro transplante nordestino de fígado com doador vivo e se formou aquela que se considera a segunda equipe multidisciplinar especializada em cirurgias para a redução de estômago no Brasil. Um dos hospitais pratica a técnica francesa para o tratamento do câncer do fígado. Outro, o transplante de medula e cirurgias à distância (telemedicina). A todo momento, os esculápios se superam uns aos outros, fazendo evolver a medicina sob diversos ângulos tecnológicos; a cada hora, novas especialidades se oferecem, num esforço renovado de criação entre os empreendimentos científicos sitos na área do Pólo e circunvizinhanças.

  Não é assim mero fortuito que o Pólo Médico do Recife alcançou, desde alguns anos, os foros de ser uma das referências no domínio da Medicina no Brasil, sobretudo nos capítulos da cardiologia, oftalmologia e patologia clínica, graças à qualificação de seus profissionais, ao ímpeto dos investimentos na aquisição das mais recentes tecnologias e ao constante aprimoramento de sua mão-de-obra principal e auxiliar.

  Os gregos diziam que o que os remédios não curam, cura o bisturi e até o fogo. No Recife e Pernambuco, o que não curam os remédios cura a perícia médica e o conjunto de meios tecnológicos à disposição dos discípulos recifenses de Esculápio e Hipócrates.


O episódio Larry Rohter

Hindenburgo Pereira-Diniz
PRESIDENTE DO CONSELHO CONSULTIVO DO CONDOMÍNIO DOS ASSOCIADOS

O tratamento do assunto é bem mais complexo do que o corporativismo da imprensa (imbatível entre os profissionais dos diversos conjuntos de atividades humanas, pelo menos no mundo sob influência do pensamento ocidental dominantes) costuma tratá-lo. Já no campo do dogmatismo.

  Há diversos ângulos a exigirem análises específicas para visão global, nítida e isenta, do episódio : princípios legais e liberdade de imprensa são os principais exemplos, embora existam outros sem a mesma expressão para o analista .

  Tratando desses dois valores, vou analisar o assunto sob a influência de cada um deles :

  1 - Princípios legais - Dependente da legislação da sociedade onde o fato ocorre, com a qual se mantenha relações efetivas, comerciais e diplomáticas. No exterior, não se pode criticar, como inaceitável, ação governamental fundamentada no estatuto jurídico local, subjetivamente aceito quando se subscrevem ajustes submetidos ao direito do País. Considerando-se ditaduras, até hoje sempre presentes no relacionamento internacional das principais democracias, nem se fala. Estórias como a de Larry Rohter também são comuns no mundo teocrático.

  2 - Liberdade de Imprensa - É, de fato, essencial para transmitir à sociedade conhecimento do que se passa no seu meio; como vem sendo dirigida pelas pessoas que elegeu, ou indicou indiretamente, a fim de exercerem, em seu nome, as diversas funções estatais. Vem dessa circunstância o fundamento da essencialidade de uma imprensa livre. Fora da realidade democrática, ou democratizante como a nossa, esse princípio não se justifica plenamente. Dessa forma, não se trata de direito dos jornalistas, nem das empresas que editam ou transmitem as notícias. O direito é da sociedade, que perde condições de visão para ser livre ; opinar e saber conduzir-se, na hipótese de prevalência de ordem legal edificada por ela própria. Há, portanto, diferença de grau na importância de manter-se uma imprensa livre de um país para o outro.

  Então, cabe perguntar-se : a realidade brasileira é democrática ? A resposta, tecnicamente falando, há de ser não. Basta considerar-se que a sociedade brasileira não se autogoverna. Às oposições nem sempre se assegura o direito de fiscalização. Tem-se, é certo, liberdade de criticar e escolher representantes (parlamentares) e delegados para o exercício da função administrativa (presidente, governadores e prefeitos). Mas essas faculdades não são suficientes para caracterizar plenamente um ambiente democrático.

  Até porque o povo não tem controle sobre seus representantes, seja pelo processo eleitoral, seja pela amplitude dos mandatos parlamentares, pouco adequada ao presidencialismo. O chefe do Executivo legisla em um sistema de governo que reserva a função legislativa apenas para o Parlamento. Por essa e outras, a Constituição, que permite o absurdo desnivelador de densidade entre os Poderes, numa construção filosófica (presidencialista) que, normalmente, já tende a permitir a hipertrofia do Executivo, é fértil em contradições. Deixa-se emendar facilmente, virou colcha de retalhos. Ela própria, possibilitando para a instabilidade da ordem jurídica, revela que é flexível. Mais ainda, aberta e abusivamente, vem sendo ignorada por colegiado da área do Executivo (Conselho Monetário Nacional) que também anda a legislar, sem nenhuma representatividade política. Desrespeitando frontalmente o artigo 25, inciso I, das Disposições Constitucionais Transitórias, cuja exceção, que permitiu a prática autoritária por tempo limitado, tornou-se antidemocraticamente permanente. Com permissão do Congresso e vista grossa do Supremo Tribunal Federal.

  Mas, apesar de todas essas deformações, decorrentes da hipertrofia ilegítima do Executivo, também é verdade que a lei é respeitada entre nós, a Justiça cumpre sua função com independência, de modo que o cenário tem natureza democratizante. Por isso em função da legislação brasileira vigente e também do texto, divulgado pelo NYT , que não desejo comentar, o presidente errou. Mesmo levando-se em conta o juízo do eminente procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, para mim o melhor de tantos quanto li : Se o dano moral restringir-se à pessoa física do presidente, só lhe cabe o caminho da Justiça. Apenas na hipótese de a agressão ser ao Estado é que se pode considerar a expulsão de jornalista estrangeiro, liminarmente. Devo dizer, antes de terminar, que o senhor Larry Rohter praticou mau jornalismo, censurável por diversos aspectos. Felizmente, ele, com o pedido de desculpa, e o presidente Lula encerraram bem o episódio. Sobretudo o chefe do Executivo, porquanto se continuasse teimando no erro, provavelmente, seria desautorizado pela Justiça.

n e-mail: hcpe@uai.com.br


O "gatopardismo" do petismo-lulista

Michel Zaidan Filho
CIENTISTA POLÍTICO

Foi o escritor italiano Tomas Lampedusa que cunhou a expressão "gatopardismo", ao tratar do processo de unificação nacional italiana, referindo-se a um processo de modernização sem mudança. Segundo Lampedusa, a formação do Estado Nacional italiano se deu através de um pacto entre as elites dominantes, com a exclusão do povo e as transformações estruturais no campo. Localizava ele exatamente nessa conciliação a raiz dos desequilíbrios entre o norte industrializado e o sul atrasado e as vicissitudes da democracia na Itália. Processo que só poderia ser revertido através de uma cultura verdadeiramente nacional-popular, através de uma aliança campo-cidade - o famoso modelo jacobino da revolução francesa.

  A expressão italiana "gatopardismo" universalizou-se para outros contextos sociais, onde a estratégia de mudar tudo, para manter tudo do jeito como sempre foi tornou-se bastante utilizada. Contexto de políticas transformistas, de mudanças sem rupturas, através da conciliação pelo alto entre as elites, deixando tocadas as estruturas sociais e o povo afastado das instituições polÛticas. 1889, 1930,1945,1964,1985....2002

  Esperava-se que a eleição do governo petista-lulista fosse uma ruptura com o padrão oligárquico, transformista da política brasileira, instaurando um regime democrático e republicano, inserindo o povo na vida das instituições e corrigindo a perversa concentração de riqueza existente no país. Infelizmente, não foi o que aconteceu. Não será dessa vez ainda que a Nação romperá do círculo infernal do eterno retorno do mesmo, através de uma elite e uma política nacional-popular. O governo Lula vem dando sinais inquietantes de "mais do mesmo", ou seja, de uma continuidade da política econômica herdada do governo anterior, cujo principal resultado tem sido um brutal processo de transferência da renda do trabalho para o capital financeiro internacional e nacional, empobrecendo o povo, a Nação, a classe média e preparando o retorno dos políticos derrotados nas últimas eleições presidenciais. Se no malfadado governo de Fernando Henrique Cardozo, uma elite plutocrática e cosmopolita vendeu o País na bacia das almas a preço de banana, é preciso convir que a coligação política dominante não rompeu e nem romperá com a estratégia transformista da política brasileira. Será necessário esperar mais uma vez por um movimento de massas que, inspirado numa cultura democrática e republicana, rompa efetivamente com esta herança maldita.


Uma nação pinguça

Rivaldo Paiva
ESCRITOR

Melhor sorver pingoletas de pinga ou até mesmo pingolar pingos do melhor malte escocês do que coletar pingadeiras de incompetências há muito como fonte de exclusão neste País. Essa história que correu os principais jornais do Mundo sobre o nosso presidente Lula não tem nada de importância - aliás, a magnitude noticiosa dada a uma matéria do The New York Times, infelizmente, foi de responsabilidade de pinguços incompetentes planaltinos. É incrível como o nosso Brasil pára tão fácil diante qualquer baboseira levada a cabo pela mídia, única beneficiária dos acontecimentos - passou uma semana dando nó em pingo d'água, relevando um fato que o povo não está nem aí.

  Enquanto isso, o Congresso Nacional concentra todas as suas cervejadas nos esforços pela aprovação da PEC da Previdência que dá aumento salarial a governadores e parlamentares - aí, sim, como se fosse um ato de grande importância para a sociedade. E a Imprensa se faz de tonta e não destaca os malefícios que isso pode ocorrer nos orçamentos públicos. Odeputado gaúcho Paulo Pain, um dos mais tontos por essas reformas, calado continua, não se manifestando sequer pela taxação dos inativos. E o aumento do salário mínimo só dá para mais um trago.

    Numa cachaçada monumental, os invasores do MST contabilizam mil e uma novas empreitadas em terras produtivas, devolutas ou não.

  Só podendo estar de porre, o senhor Paulo Salim Maluf lança-se, mais uma vez, candidato à Prefeitura de São Paulo, negando que tenha qualquer tostão nos bancos dos paraísos fiscais. Por sua vez, animado pelos goles lulistas e pelos escândalos malufistas e peruadas de Marta Suplicy, José Serra, aquele do oião, entra na parada para federalizar a disputa municipal mais relevante da Nação.

  Assim, aproveitando a oportunidade, embriagado pelos elogios dos áulicos, o professor Cardoso posa de oposição e vai abrir as portas do seu Instituto, convidando, além do próprio presidente Lula, Bill Clinton e Lionel Jospin para a grande festa de sua inauguração. De ressaca, o pós-comunista Roberto Freire, num rasgo de lucidez, mete o pau na troupe dos ex-aliados do PT. E João Paulo, o nosso prefeito zen, abstêmio, continua a se fingir de morto, alheio a todas as bicadas que possam ser obstáculo à sua reeleição. Por fora, o senador do desenvolvimento, Sérgio Guerra, ainda conspira, de dose em dose, a indicação de um teleguiado seu para a vice de Cadoca - enchendo de alegria o neopetebista Joaquim Francisco, que não faz a mínima questão de se passar como pefelista.

  Beber pode causar violência, mas certamente nunca mais desastrosa do que se virar as costas para a educação básica dos menores, mesmo que não tanto abandonados.

  Para não ficarem de fora desse outro tipo de farra, os pitboys se soltam a bater em gente de bem, jovens bem comportados e avessos ao caratê e jiu-jitsu, e se juntam nas boates e bailes funks pelo Sul, com o apoio irrestrito da máfia das drogas dos morros e dos jogos, ensejando delirantemente o COI-Comitê Olímpico Internacional a vetar o Rio de Janeiro, ontem, como possível pleiteantea sediar os Jogos Olímpicos de 2012. E tome mais um quartinho de violência.

  Pois é, caríssimos leitores, é isso aí. Esse é o quadro belíssimo em que nos defrontamos. Fradique Mendes, em suas Correspondências, escreveu que a uma hora é o jantar, sério e pingue (gordo, farto), por isso, deixemos os coquetéis e drinques para a hora do recreio, momento mais extasiante da reflexão.

  Não obstante tudo isso, o nosso magérrimo senador Marco Maciel caiu na orgia do copo, nada baconiano, das águas de cocos e minerais, comemorando seu lauto ingresso na Academia Brasileira de Letras, para gáudio da cultura pernambucana.

  O Brasil está pinguço de sono e mais ainda de competência.


Autodidatas

Cleofas Reis
JORNALISTA

Os autodidatas merecem nossa homenagem. Pessoas que, sem nunca terem experimentado o privilégio de alisar bancos universitários ou colegiais, alcançaram um nível de leitura de admirar. São os que, movidos apenas pela curiosidade, leram e apreenderam. Acredito que a maioria de nós teve, tem ou terá um dia contato com uma figura desse tipo: aquelas que acumularam saber de causar inveja a muitos que, após uma formal formatura acadêmica, levam para casa um canudo.

  Foi na minha infância, na cidade onde nasci, Campina Grande, que tive o primeiro contato com um autodidata: o velho José Augusto de Oliveira, pai do conhecido político Oliveiros Oliveira, que já presidiu a Câmara de Vereadores daquela grande cidade do interior paraibano. Em meados da década de 50, valendo-me da vizinhança de "parede-e-meia", ia sempre conversar com "Seu" Oliveira, que sequer havia concluído o antigo curso primário.

  Sentado à sua frente, ele meio deitado em sua indefectível espreguiçadeira de asmático, conversávamos horas, me despertando o interesse de leituras. Faltando poucos anos para octogenário, demonstrava uma memória impressionante, a exemplo de quando citava trechos de "Os Sertões", em especial o referente à impiedosa ação das forças do exército na destruição do baluarte de Antônio Conselheiro. "Canudos não se rendeu... ", começava ele, até concluir o parágrafo da grande obra do nosso gigante Euclides.

  Ainda do velho José Augusto de Oliveira, leitor assíduo do DIARIO DE PERNAMBUCO, às vezes em meio ao renitente pigarro ou tosse que acompanhavam sua falta de ar, recordo alusões ao fato de haver lido (pasmem...) 17 vezes "Os Miseráveis", de Hugo; aos embates entre Castro Alves e Tobias, no Teatro Santa Isabel, em disputa de Eugênia Câmara; a citações de Tolstoi e à condição (de que se orgulhava como conterrâneo e admirador longínquo) galgada pelo campinense Everardo Luna como catedrático da Faculdade de Direito do Recife. Quanto aos políticos, era radical. Da história da Paraíba, menosprezava ao extremo João Pessoa (para ele, acapital daquele estado devia ter outro nome, bastando lembrar o caso João Dantas), mas engrandecia Epitácio, este sim, dizia, merecedor de elogios. Hitler era um dos Judas preferidos da sua malhação e o conceito mais suave que fazia dessa besta austríaca era de "grande patife".

  Alguns anos mais tarde, já adolescente no Recife, viria conhecer outro autodidata : Adauto Barreto da Silva Nen. Foi para mim o que se chama de um achado. Amigo dos meus pais desde Campina Grande, morava em Campo Grande, aonde passei a me dirigir de vez em quando atraído pelo seu cavalheirismo e pelos seus livros. Adauto Barreto tinha uma excelente e bem cuidada biblioteca, distribuída por estantes de aço, sem portas, com obras que extasiavam a minha imaginação. Ele também não havia alisado bancos universitários, como o meu idoso interlocutor da infância, mas era homem de cultura notável, condição que viria contribuir para que exercesse destacado papel de liderança na maçonaria recifense.

  Lembro-me das suas referências às obras de Unamuno e Ibañez, entre os espanhóis; de Shakespeare; dos contemporâneos Jorge Amado e José Lins do Rego; de grandes autores da França, Portugal e de outros países. Foi graças àquelas referências,que eram verdadeiras aulas, e a sua magnanimidade, emprestando-me livros, que, curioso como sempre fui, comecei a dar os primeiros passos da minha ainda hoje tentativa de formação cultural.

  Como me foram de grande utilidade, autodidatas exerceram igual papel para outras pessoas. Se parece utópica a idéia de soerguer uma estátua em sua homenagem, a iniciativa seria, pelo menos, de justiça. Considerando-se, porém, essa improbabilidade, quero, através das duas personalidades ligeiramente descritas, render meu preito de reconhecimento àqueles que podemos chamar de autodidatas.
Comentários dos Leitores
"Gostaria de agradecer ao Jornalista Cleofas Reis, pelas palavras com que descreveu meu saudoso pai Adauto Barreto.É muito gratificante saber que ele, na sua total simplicidade,sempre que podia, dividia com todos os que lhe rodeavam,a graça de sua sabedoria. Sou a filha caçula e nasci, como ele dizia:"depois de dobrado o cabo..." e me orgulho muito de ter tido um pai tão maravilhoso como "Seu Adauto". Mais uma vez, muito grata! " Adelena Barreto Costa, por e-mail

 
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