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Alteração no IR só em 2005
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Correção da tabela |
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BRASÍLIA - Apesar das pressões das centrais sindicais por uma correção imediata da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse ontem que será muito difícil que eventuais mudanças feitas entrem em vigor ainda em 2004. Segundo ele, é possível alterar o IR, mas considerando a elaboração do orçamento de cada ano.
"Se nós queremos pensar em mudanças, nós podemos fazê-lo diante de um conjunto em que as receitas devem responder às demandas que existem no País dentro daquilo que seja razoável. Agora, durante o andamento de um orçamento, é muito difícil você querer resolver grandes problemas. As mudanças são possíveis dentro da construção do orçamento de cada ano", afirmou Palocci.
O ministro também deixou claro que o Governo não vai abrir mão de receitas com a correção da tabela. Ele disse que sua responsabilidade não é apenas de anunciar medidas, mas trabalhar com o Ministério do Planejamento para que a conta entre despesas e receitas seja equilibrada.
"Todosdizem que precisamos ter salários melhores, mais Bolsa-Família e menos IR. O meu papel é o de fechar a conta. Para isso, é preciso que estejam ordenadas essas despesas. Ninguém duvida do compromisso fiscal desse governo, que vai trabalhar com o orçamento assim como o trabalhador trabalha com o seu orçamento. Ele gasta o que ganha, paga as suas dívidas, e mantém sua vida equilibrada porque tem um nome a preservar", afirmou Palocci.
NOVA ALÍQUOTA - Para evitar a perda de receitas, o ministro do Planejamento, Guido Mantega, disse hoje que uma das hipóteses que está sendo considerada pelo ministro Palocci para a correção da tabela é a criação de uma nova alíquota para os salários mais altos. Segundo Mantega, para compensar a perda de arrecadação, o Governo precisaria cortar despesas ou encontrar uma solução alternativa como outra alíquota.
"Sempre que você cria uma despesa adicional, você tem que acomodar aquela despesa. Com a correção da tabela, é possível que você tenha que reduzir alguma outra despesa paraacomodar, ou então, ver se existe uma outra solução, como vem sendo aventado pelo ministro Palocci, uma outra alíquota", disse Mantega. Representantes do Governo e das centrais sindicais devem voltar a se reunir hoje para estudar formas de correção da tabela.
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