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Atualizado em 16|05|2004 
Revista da TV | Uma turma boa de briga e audiência
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Revista da TV
Uma turma boa de briga e audiência
Família Sardinha ajuda a elevar a audiência de Da Cor do Pecado
Edilásia, a matriarca da família Sardinha, interpretada por Rosi Campos em Da Cor do Pecado, tem tudo para não ser uma mãe invejada por ninguém. Ciumenta e possessiva, chega ao exagero de dividir a cama com os filhos Thor, vivido por Cauã Reymond, Dionísio, papel de Pedro Neschling, e Abelardo, personagem de Caio Blat. Tudo isso para que os herdeiros não se envolvam com sirigaitas. Cenas hilariantes transformaram o clã no núcleo mais popular e divertido da novela das 19h. A atrapalhada relação dos Sardinha também contribui para elevar a audiência da trama de João Emanuel Carneiro, com médias acima de 40 pontos.

  Aos 50 anos, Rosi Campos não imaginava que o clã fosse fazer tanto sucesso. Principalmente com as crianças. No bairro de Vila Mariana, em São Paulo, onde mora, a atriz não pode sair às ruas sem ser parada várias vezes por fãs, que a chamam pelo apelido da personagem, Mamushka, e pedem autógrafos. "Nunca tinha acontecido isso comigo numa novela", conta ela, lembrando que ficou popular quando viveu a bruxa Morgana no seriado infantil Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura.

  Para a atriz, os Sardinha resgatam sentimentos simples que andavam sumidos dos folhetins: são unidos e amorosos. "Apesar dos exageros, são o retrato de uma família que dá certo. Tudo é feito em nome do amor", afirma ela. Na vida real, Rosi conta que é o oposto da dominadora Edilásia. Nunca deu bronca no filho, Pedro, de 21 anos. "Sou uma panaca. Queria ser metade do que é a personagem, porque ela faz o que acha ser correto. Não sou boa educadora. É muito chato", assume ela.

  As lutas de vale-tudo também ajudam a aumentar o ibope dos Sardinha. Os atores ensaiam três dias as cenas, coreografadas pelo mestre de artes marciais Dani Hu, e levam pelo menos cinco horas para gravá-las. No ar, o quebra-pau não dura mais que três minutos e tem tratamento e ritmo de história em quadrinhos. "São cenas cansativas, mas o resultado é estrondoso. Nunca pensei que eu fosse virar um super-herói para as crianças. Os Sardinha são uma espécie de cartoon dentro da novela", resume Cauã. E se a família virar uma sitcom ano que vem, Caio Blat acha que não vai faltar assunto. Tudo pode acontecer.

 
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