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E o Linux vai para o paredão...
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Programa de código livre e principal concorrente do Windows divide opiniões no mercado de tecnologia |
Fred Figueiroa DA EQUIPE DO DIARIO |
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Dois softwares, dois mundos e a disseminação de duas verdades. A inegável popularização e consolidação do Linux (programa de código livre) nos últimos anos - principalmente no mercado de servidores coorporativos - fez com que muitos projetassem o fim do domínio absoluto do Windows nos computadores das empresas e até nas residências do Mundo. Mas recentes pesquisas já apresentam números que podem indicar que esse crescimento não será tão veloz quanto ameaçou ser. A realidade atual do mercado, mesmo sendo única, divide-se em duas verdades: a da Microsoft e a das desenvolvedoras e investidoras do Linux.
E claro: cada um dos lados apresenta sua munição para estruturar suas análises. Do lado do Linux, a Oracle (umas das primeiras empresas a apostar no Pinguim - ícone da marca) apresenta uma pesquisa encomendada ao International Data Corporation (IDC) que revela dados como o uso de Linux nos servidores de 41,45% das empresas com capacidade de vender soluções customizadas - e que faturem mais de R$ 300 mil porano. O estudo projeta até o fim deste ano que o Linux já estará em 7,25% dos desktops das empresas nacionais - crescendo em mais de três vezes o percentual do ano passado, que foi de 2,96%, contra 92,9% do Windows. A mesma pesquisa da IDC (realizada em 150 empresas) ainda calcula o crescimento do mercado de Linux no País dos U$ 13 milhões do ano passado, para U$ 19 milhões em 2007.
O positivismo na análise dos números apresentados pelo IDC ganha força com o propagado apoio do Governo Federal ao software livre, tendência que também vem sendo implantada em vários Estados e Municípios (ler mais na página 6). Ainda de acordo com a pesquisa, empresas ligadas ao Governo são os maiores usuários de serviços e licenças Linux, correspondendo a 33,39% do mercado. Atraídos principalmente pelo baixo custo das licenças (30,8% dos que usam Linux apontam essa sendo a razão da escolha).
MICROSOFT - Mas este é apenas um lado da verdade. Para a Microsoft, a tendência de crescimento do Linux já não é tão assustadora. Essa análise encontra base na 15ª Pesquisa Anual de Mercado, realizada pelo Centro de Informática da Fundação Getúlio Vargas, que revela: entre as médias e grandes empresas do País, 97% dos microcomputadores funcionam com o Windows (observe que, numa análise neutra, o dado é similar ao da pesquisa do ICD, quanto ao uso dos sistemas em desktops). A diferença é que, na pesquisa da FGV, o Linux sequer teria 1% deste mercado - ficando atrás, inclusive, do sistema Unix e sua família, que detém 2% da base instalada de micros. Quanto à utilização como servidor, os números da FGV apontam que o Linux tem 14% do mercado, enquanto o Windows soma 62% da base.
"Não se confirmou a mudança prevista pelo mercado. Esperava-se uma migração mais significativa de Windows para Linux", explicou o professor Fernando Meirelles, coordenador da pesquisa, quando esta foi apresentada. O universo de pesquisa da FGV foi de 1502 empresas validadas (incluindo 60% das 500 maiores do País). O representante oficial da Microsoft em Pernambuco, JoséMuniz Júnior, admite que esperava números mais expressivos em relação ao crescimento do concorrente. "Empresas grandes como a Oracle e a IBM vinham fazendo anúncios constantes de investimentos e isso dava uma certa segurança para determinados clientes continuarem usando Linux. Com isso, existiu uma grande onda para o Linux e agora as empresas estão percebendo que a vantagem da gratuidade de licenciamento não compensava" analisa Júnior.
WINBACK - Existem reflexos diretos disso no mercado de Pernambuco. Empresas como Baterias Moura e Netuno, além da Secretaria de Defesa Social, desistiram do Linux e migraram para o Windows - o que seria algo como seguir contra a corrente. "A realidade da utilização de Linux foi dura, com problemas de instabilidade, travamentos e falta de suporte", explicou Roberto Carício, diretor de TI da Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco.
O caso da Moura foi parecido. A rede da empresa era Novell e os serviços de mensagem e segurança eram Linux e, de acordo com informações da Newsupri (empresa que operacionalizou a mudança), estava havendo uma sobrecargapara esse ambiente e os recursos do Linux e da Novell não eram suficientes. A situação se complicou quando a Moura comprou uma nova aplicação para área fiscal e ela não era compatível.
Para Elizabeth Faria, gerente de consultoria de vendas da Oracle no País, esses exemplos são exceções. "Desconheço empresas que optaram pelo Linux e se arrependeram. Das que o fizeram através da Oracle, todas demonstram satisfação", explica.
ffigueiroa@dpnet.com.br
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