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Edição de Terça-Feira, 18 de Maio de 2004 
Especial | Setor é segundo em receita no Recife
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Especial Pólo Médico
Setor é segundo em receita no Recife
Empresas foram responsáveis pela arrecadação de R$ 7,9 mi em ISS
As empresas do Pólo Médico do Recife ocupam o segundo lugar no ranking de arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) da Prefeitura do Recife. Juntas, participaram com R$ 7,9 milhões, do total de R$ 169,4 milhões da receita global do imposto municipal, em 2003. Os sete maiores contribuintes do setor são: Hospital Esperança, Hospital Santa Joana, Hospital Memorial São José, Organização Hospitalar de Pernambuco, Hospital de Olhos do Recife, Medial Saúde S.A. e Hospital D'Ávila.

  Do total de 830 empresas do setor de saúde instaladas no pólo, cerca de 90 delas participam com uma fatia de 80% do total da arrecadação desse segmento. Elas estão entre os 50 maiores contribuintes de ISS da cidade do Recife, com uma fatia de 4,72%. São hospitais, clínicas médicas, laboratórios, clínicas de imagem e radiologia que mantém posição de destaque na receita de impostos municipais.

  De acordo com Antônio Gomes, Diretor Geral de Administração Tributária da Secretaria de Finanças do Recife, a receita de impostos do setor cresceu 15,55% no ano passado, em comparação a 2002. Passou de R$ 5,4 milhões em 2002 para R$ 7,9 milhões em 2003. O desempenho poderia ter sido melhor, levando em conta que há quatro anos a arrecadação do setor foi de R$ 12,9 milhões. Em 2000, o setor de saúde era o primeiro no ranking do ISS municipal. "Era o segmento de maior arrecadação, mas com o declínio dos planos de saúde a partir de 2001, houve um freio no setor", disse Gomes.

  Os empresários do setor de saúde têm outra explicação para a mudança de posição na arrecadação do ISS. De acordo com o presidente do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe), Mardônio Quintas, a Prefeitura do Recife aplica a maior alíquota (5%) do ISS para o setor saúde. Somando o ISS aos demais tributos, como o Imposto de Renda e a Cofins, os empresários do setor se sentem sufocados com a carga tributária do município. "Aplicar 5% sobre o valor final é pesadíssimo para o prestador de serviços", disse.

  O presidente regional da Associação Brasileira das Empresas de Medicina de Grupo (Abramge), Flávio Wanderley, disse que os planos de saúde estão mudando as sedes para Olinda, porque a alíquota do ISS é metade do que é cobrado no Recife. Segundo ele, a carga tributária elevada desestimula novos investimentos no pólo.

 
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