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Bolsa e câmbio têm dia nervoso
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SÃO PAULO - O mercado financeiro viveu ontem um dia de forte estresse, confirmando a previsão de que o alívio de sexta-feira seria apenas um respiro até uma nova rodada de mau-humor. Esse vaivém, que não dá qualquer sinal de que vai acabar no curto prazo, colocou em jogo as chances de o Banco Central decidir reduzir o juro na reunião desta semana. O mercado se mostrou dividido na pesquisa Focus, divulgada ontem, em relação à aposta para essa reunião. Mas, aos poucos, a idéia de que o juro ficará inalterado parece ganhar corpo.
Muitos operadores consideram que, com o dólar acima de R$ 3,10, sem perspectiva de recuar no curto prazo, e com o petróleo pressionado pelo quadro de tensão no Oriente Médio, reduzir o juro pode ser um sinal de fragilidade. Fatos novos - a grande maioria negativos -, surgiram desde a última reunião do Comitê de Política Monetária do BC, como a pressão sobre o câmbio, a alta do risco Brasil e do petróleo, que justificam uma manutenção dos juros neste mês.
O petróleo para junho negociado em Nova York subiu 0,17%, para o novo recorde de US$ 41,55 o barril. O pano de fundo para a piora dessa equação - que pode resultar em algum momento em reajuste do preço dos combustíveis no Brasil - é a preocupação com os efeitos da alta do juro americano e o cenário tenso no Oriente Médio, que compromete a oferta de petróleo.
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 2,63%, liderada por ações de empresas endividadas em dólar. O risco Brasil fechou em alta de 2,54%, em 728 pontos. O dólar comercial iniciou a semana pressionado pela tensão externa e a previsão de formação da ptax (taxa média) ontem. A moeda americana fechou em alta de 1,03%, a R$ 3,124.
Tensões políticas e a alta do petróleo voltaram a derrubar os mercados pelo Mundo ontem. As Bolsas asiáticas já iniciaram o dia com perdas, que se alastraram pela Europa e pela América com a notícia do atentado terrorista que matou o então presidente do Conselho de Governo do Iraque, Izzedin Salim, em Bagdá. Em Nova York, os principais índices da Bolsa voltaram a fechar nos menores níveis deste ano. Nas principais Bolsas européias, as maiores quedas ocorreram com ações de empresas que dependem do petróleo, como companhias aéreas, e daquelas afetadas pelo risco de terrorismo, como as seguradoras.
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