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Maria Yeda leva vivências para as telas
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Tatiana Meira Da equipe do DIARIO |
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A artista plástica Maria Yêda Leite está em plena fase de produção de telas para participar da edição 2004 da Casa Plural, evento de arquitetura e decoração que começa no próximo dia 20, no edifício garagem do Shopping Center Recife. A organização e montagem do estande de Maria Yêda está sendo feita pelas arquitetas Yêda Maria Leite e Marilene Vasconcelos. Esta é a primeira vez que Maria Yêda é convidada para a Casa Plural.
A artista plástica está criando para a casa Plural três séries de trabalhos. Na primeira, batizada Resgate de Vivências, ela utiliza materiais rústicos, como bordados com cordões, juta e tecidos, para obter diferentes relevos e texturas. "Fui jogando para a tela as minhas experiências", conta Maria Yêda, que nasceu em Bonito de Santa Fé, na Paraíba, e lida com arte desde menina, mas começou a pintar profissionalmente em 1992. Nesta parte de sua obra, a pintora deixa transbordar nos quadros sua visão do Nordeste, uma região que para ela é simbolizada por flores e a luz do sol. "O Nordeste não é só tristeza e fome. A proposta é lembrar a região através destas imagens mais alegres", ressalta.
A outra linha, chamada Liberdade das Cores, resume uma pesquisa de Maria Yêda em pinceladas com tinta acrílica, fazendo um jogo de cores onde as tintas fluem com facilidade. A terceira série, Preto e Branco, surgiu depois de um convite para expôr em espaço cultural paraibano. "Primeiro representei uma libélula, pela possibilidade de mutação relacionada a ela. Depois, continuei pesquisando os limites das cores, do preto e do branco", revela.
Maria Yêda trabalhou como assistente social até se aposentar, no começo da década de 1990. E adorou o desafio de iniciar uma nova carreira ao decidir ser pintora. "Fui capaz de abraçar uma atividade nova depois da aposentadoria. Primeiro era um hobbie, depois aprofundei a pesquisa. Considero meus trabalhos inusitados, pois faço desde pinturas a telas mais irreverentes, com flores, redes, varandas. Faço a ligação do que vi e aprendi", diz.
Apesar de ser paraibana, Maria Yêda já morou no Ceará, durante a infância, e em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, na idade adulta, antes de se fixar no Recife, onde mantém ateliê no bairro de Apipucos. A pintora já expôs no Recife, no Museu do Estado, em 1994. No Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa, e no Museu de Arte Assis Chateaubriand, em Campina Grande, ela apresentou suas telas em 2000.
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