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Petróleo pode elevar o preço dos combustíveis
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Petrobras já admite elevação de cotação se produto continuar em alta |
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A Petrobras já admite aumentar o preço dos combustíveis, caso a tendência de alta no mercado internacional de petróleo se mantenha por um período mais longo. Ao comentar os resultados da empresa no primeiro trimestre, o diretor-financeiro da estatal, Sérgio Gabrielli, reconheceu ontem que a recente disparada do dólar pode impactar o balanço da estatal e levar a um aumento. Enquanto o reajuste não sai, postos do Grande Recife voltam a baixar o preço da gasolina. Na avenida Norte, um dos principais corredores de vendas da região, o litro do combustível já é vendido abaixo dos R$ 2,00.
"Se essa característica de preços altos se confirmar, vamos ter de ajustar preços no mercado interno", admitiu Gabrielli, ressaltando que a empresa vem fazendo um acompanhamento de longo prazo do mercado internacional e, por isso, não promoveu reajustes até agora. Segundo ele, o preço do petróleo não comprometeu os resultados do primeiro trimestre, quando a estatal registrou lucro de R$ 3,97 bilhões, resultado 28% menor que o domesmo período do ano anterior.
A queda, explicou, reflete uma redução no preço dos combustíveis promovida em abril de 2003. Antes disso, a receita da empresa era inflada por preços mais altos. "A alta da cotação do petróleo em 2004 não teve grande impacto", reforçou o diretor-financeiro da Petrobras. A empresa é criticada por analistas do setor por segurar os preços internos enquanto o petróleo dispara no mercado internacional. Ontem, preço do barril do tipo cru leve alcançou um novo recorde histórico no fechamento em Nova York, ao ser vendido por US$ 41,08.
O valor bateu o recorde de 11 de outubro de 1990, na ocasião da Guerra do Golfo, de US$ 40,42. Em Londres, o Brent também fechou o dia com alta de US$ 0,38, cotado a US$ 37,70. Os preços não reagiram às declarações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que sinalizou um aumento da produção. Segundo Gabrielli, o mercado deve ficar atento aos preços de mercados como a Venezuela, a Argentina e a Argélia - e não apenas os Estados Unidos -, se quiser comparar os combustíveis no Brasil com valores de referência no mercado externo.
"Não vamos repassar para o consumidor a volatilidade do mercado americano, hoje impactado pela proximidade das férias de verão", afirmou Sérgio Gabrielli. No início da semana, a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff afirmou que o Governo federal não tem prazo para reajustar o preço da gasolina ou qualquer outro combustível líquido, apesar de reconhecer a defasagem entre os preços internos e externos.
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