A disputa entre as seguradoras de saúde e os médicos em torno do valor do pago pelas consultas e exames têm levado a uma queda de 40% na assinatura de novos contratos de planos de assistência médica em Pernambuco. De acordo com a Associação das Empresas de Vendas de Assistência à Saúde, nos últimos 90 dias, o volume de novos usuários captados mensalmente caiu de 7,5 mil para cerca de 4 mil. A redução é creditada à insegurança dos consumidores quanto ao valor cobrado pelos médicos, no caso de reembolso, e ao desconhecimento das diferenças entre planos de saúde e seguradoras.
O presidente da associação, Geraldo Costa, explicou que a população tende a achar que seguradoras e planos de saúde são a mesma coisa, o que termina afetando todo o sistema de vendas do setor. Segundo ele, é necessário deixar claro que a questão do reembolso é um problema exclusivo das seguradoras, não afetando em nada os planos.
Geraldo Costa disse também, que a desconfiança dos consumidores em relação aos sistemas de assistência médica tem atingido diretamente os planos de saúde, uma vez que eles são responsáveis por 90% do mercado no Estado. "A repercussão da disputa entre as seguradoras e a classe médica não poderia ser pior para o setor que teve suas vendas drasticamente reduzidas desde meados de fevereiro", arrematou.
Com 400 empresa de corretagem instaladas e mais de 4 mil profissionais credenciados apenas em Pernambuco, o mercado de vendas de assistência à saúde atravessa um período delicado, segundo avaliação de Geraldo Costa.
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