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Fielder mantém qualidade do Corolla
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Toyota aposta na nova station wagon para reacender o segmento e atrair donos de monovolumes e sedãs médios |
Ana Braga Enviada especial |
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SÃO PAULO - A Toyota quer comercializar ainda neste ano, no Brasil, 4.150 mil unidades da station wagon Corolla Fielder, lançada na segunda-feira passada, no Guarujá, SP. Mas será que cabe uma perua deste porte no mercado brasileiro, cada vez mais dirigido pelas minivans? A Toyota responde sim, com um investimento de US$ 15 milhões e um planejamento de quase quatro anos neste novo produto, que estará nas lojas a partir de amanhã.
O que a Toyota pretende com a Fielder é não apenas alegrar órfãos de peruas - como as finadas Quantum e Escort e a terminal Marea Weekend -, mas agradar quem não se deu bem com minivan, ser segunda opção da família que já tem um sedã Corolla e, numa aposta mais ousada, mudar o gosto de quem possui um hatchback ou sedã médio.
Embora perceba várias brechas, a Toyota lançou a Fielder com apenas um motor, o 1.8 16 válvulas VVT-i, um pacote de equipamentos de série, um acabamento e uma lista mínima de acessórios. O cliente tem para escolher apenas tipo de câmbio (automático ou manual) e, claro, cor (branco, prata, preto, vermelho, azul e bege). Respectivamente, os preços são R$ 59.950 e R$ 56.040 (valores de tabela). No Recife, a projeção é de R$ 63 mil e R$ 59 mil. A produção acontece em Indaiatuba, SP.
A perua tem os mesmos adjetivos do sedã Corolla. Mesmo incorporando apelos joviais, como máscara negra nos faróis, aerofólio na traseira e rodas em liga leve com seis raios e 15 polegadas, a station wagon faz o tipo classudo, de linhas suaves na carroceria e interior. De tão funcionais e simples, algumas peças plásticas das portas, painel e o forro do teto chegam a ser sem graça.
O motor dá conta da perua, que é 50 kg mais pesada do que o sedã Corolla e sete centímetros menor. Não há surpresa no silencioso propulsor que gera 136 cavalos a 6.000 rpm e tem torque de 17,5 mkgf a 4.200 rpm. Na transmissão, entretanto, existe ressaltos. O automático presenteia o motorista com conforto. O over drive funciona imediantamente.
Já o mecânico de cinco velocidades é duro nas duas primeiras marchas. Cabe ao cliente realizar a velha e boa conta do benefício pelo custo. Conta baseada também no consumo de combustível e equipamentos. A Toyota não deu esta informação no evento do lançamento, mas, a tirar pelo sedã, que é mais leve, a station wagon, pode fazer até 10 km/l (cidade) e 14 km/l (estrada), seja com câmbio automático ou manual. A Fielder tem de série air bag duplo, ar condicionado, direção hidráulica, banco do motorista com regulagem de altura, coluna de direção regulável, freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, CD player, travas e vidros elétricos e travamento automático das portas ativado pelo movimento do veículo (nos 20 km/h). Faz falta um piloto automático, necessário em estrada com radar.
As suspensões são calibradas para o jeito de guiar e terrenos do Brasil - totalmente diferentes dos do Japão, onde a Fielder tem 46,5% do mercado de peruas. A dianteira e traseira estão equilibradas e não deixam a perua pinotar. Os freios funcionam de pronto. A sensação de segurança é absoluta em situações de estrada e tráfego dentro da cidade.
O porta-malas possui volume de 411 litros e existem porta-objetos espalhados nas laterais, painel e assoalho. Na lista de acessórios estão spoilers, faróis de neblina, sensor de aproximação nos pára-choques, racks de teto transversais e pedaleiras esportivas.
Ficha Técnica
Corolla Fielder
Motor: 1.8 de 16 válvulas Potência: 136 cv a 6 mil rpm Torque: 17,5 Kgfm a 4.200 rpm Trasmissão: manual 5 marchas automático 4 veloc. Consumo: 10 Km/l na cidade Rodas: Aro 15 polegadas
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| Comentários dos Leitores |
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| "Juro que um dia transformo em realidade seu sonho de consumo.
Se prepare!!!!!!!!!!!", Carla Leal, por e-mail |
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