O deputado federal Orlando Fantazzini (PT/SP) tem um compromisso de enorme importância, dia 11 de maio, a partir das 8h30, na Assembléia Legislativa. Vem participar da formação de um comitê, no Estado, da campanha nacional Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania, a partir do seminário Ética na Comunicação. A campanha coordenada por Fantazzini, como se sabe, assume a nobre missão de tentar pôr um freio na imoralidade em que se transformaram certos programas, sobretudo de TV - aqueles onde a inteligência e a cultura dão lugar ao mau gosto, sem nenhum respeito aos direitos humanos e à dignidade do cidadão. São a expressão máxima do grotesco e não enxergam limites. A campanha pretende, exatamente, acompanhar e apontar aqueles que ferem - de forma mais frontal e constante - as convenções internacionais assinadas pelo Brasil, princípios previstos na Constituição e a legislação em vigor, que protege os direitos humanos e a cidadania. O debate na AL, que também terá a participação da psicanalista infantil e integrante do Conselho Nacional de Acompanhamento da Programação de Rádio e TV, Ana Cristina Olmos, acontece depois da bem-sucedida 4ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes, ocorrida no Rio, e de algum movimento do Ministério Público, que já começou a discutir o assunto e se prepara para chamar para uma conversa mais séria os responsáveis pelos veículos de comunicação onde a grosseria impera, e nos horários mais impróprios. Mídia de qualidade é possível - nem que seja por força de lei.
Curtas
Só vai a Prefeitura de Olinda importando do Recife o mais recente ex-secretário de Serviços Públicos da PCR, Dilson Peixoto, para ver se consegue colocar um ponto na pendenga com os kombeiros.
Uma pergunta buliçosa: por que será que até agora o trade turístico não se manifestou sobre o tipo de colaboração que pretende dar ao projeto de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Estado?
A recém-criada Associação de Moradores do Pina, Boa Viagem e Setúbal (APBS) anuncia o I Seminário sobre Direito do Consumidor e do Portador de Necessidades Especiais. Dias 21 e 22, no auditório do Sindicato dos Bancários. Fone: 3342-2600.
A sete chaves Na pequena Moreilândia (Sertão), os aposentados que vão à agência Banco do Brasil não chegam em casa com o dinheiro retirado, porque os assaltantes logo dão um jeito de embolsá-lo. O mesmo ocorrendo com os cearenses que chegam para vender seus produtos na feira de Granito, a 11 quilômetros. A população planeja se trancar a sete chaves.
Mais umas Teimam em chamar o Otávio de Freitas de hospital, mas a cada dia os fatos tornam a insistência mais vazia. Ontem, a caneta da CPRH anotou que a instituição acondiciona mal o seu lixo e ainda apresenta vazamento de óleo em alguma de suas dependências. As infrações serão julgadas, podendo se transformar ou não em multa. Mas que as irregularidades existem, existem.
Nada sutil Um desfile à beira-mar de Olinda mostra como é fácil transformar urgências em material de propaganda política, que nem chega a ser sutil. Quarta-feira foi dia de a Prefeitura do município apresentar um trator e três caminhões-caçamba adquiridos para as atividades no Lixão de Aguazinha.
De lado A presidente do Sindicato da Habitação, Solange Lino, diz que ainda é muito cedo para avaliar o impacto das medidadas contidas no Plano Diretor do Recife, mas tem certeza que ele não será pequeno, por causa do provável aumento do desemprego e das taxas de condomínio. Solange reclama que deixaram o sindicato de lado na hora de discutir o assunto.
Panos pretos Enquanto o dia 24 não chega e o secretário de Defesa Social, João Braga, não apresenta o anunciado plano de segurança para a Ilha de Itamaracá, o prefeito, Marcos Cordeiro, transforma um protesto em lucro para a indústria de tecidos. Resolveu comprar metros e metros, na cor preta, para colocar nas fachadas das casas, como resposta à decisão do TJPE de suspender liminar que mandava remover, em 90 dias, os detentos da ilha.
Descrença Com mais um ônibus assaltado no Recife, ontem - o sétimo, desde terça-feira - as más línguas de plantão não deixaram por menos. Diziam que há o risco de as quadrilhas não se intimidarem mesmo se a SDS dispuser um policial para cada passageiro, com câmera e tudo. Ousadia de mais e combate de menos dá nisso.
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