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Pesquisa faz raio X do mercado
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Divulgação de dados aponta perfil do consumidor e dá subsídios ao setor para incrementar vendas |
Karla Veloso DA EQUIPE DO DIARIO |
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Comprar um apartamento em um bairro tradicional, dotado de infra-estrutura, próximo ao local de trabalho, com até 70 metros quadrados e poder financiá-lo direto com o incorporador. Esse é o perfil do consumidor para o qual o mercado imobiliário pernambucano deve se dedicar a partir de agora para alcançar um bom desempenho nas vendas. Esses dados resumem os números que foram detalhados na pesquisa Perfil da Demanda por Imóveis Residenciais no Grande Recife - Ano V, que este ano traçou também as características de cada um dos 31 bairros incluídos no estudo para ajudar o construtor a conhecer a área em que pretende investir. Em sua quinta edição, a pesquisa ouviu mais de 1,7 mil pessoas com renda acima de R$ 1 mil e constatou a preferência da população por Boa Viagem. Mas também verificou o surgimento de novos bairros despontando no mercado, como Madalena e Torre.
Boa Viagem, que na primeira pesquisa realizada em 1996 liderava a lista sendo citado como "o local para morar" por 24,6%, ainda mantém a posição, mas o percentual cai para 14,7%. Já a Torre e a Madalena, que tinham meros 5,1%, conquistaram 9,8% na análise atual. "A localização, com 31%, ainda é o item mais importante para o consumidor na hora de adquirir um imóvel", constata a coordenadora da pesquisa, a economista Mônica Mercês. Ela acrescenta que a lei do 12 bairros contribuiu para o mercado se expandir para os bairros vizinhos que não sofreram limitações. Não é à toa que Casa Amarela e Torreão, que nos estudos anteriores eram incluídos no item Outros, ganharam admiradores.
Ainda em relação à localização, a proximidade do trabalho também está pesando na hora da decisão. "As pessoas demonstram a preocupação em morar perto e evitar trânsito para chegar mais rápido ao trabalho", destaca. Na última pesquisa, realizada em 2000, 14,5% dos entrevistados citaram esse item como mais importante. Nessa edição, esse índice cresceu para 24,9%. Enquanto a infra-estrutura, que aparecia com 20,2%, regrediu para 15,7%.
Por outro lado, o tipo de cobertura de transporte coletivo ofertado no bairro é considerado como fator decisivo por 34,8% das pessoas ouvidas. Já a renda, oscila de acordo com a área. Quanto mais valorizado e dotado de infra-estrutura for o bairro, maior ela será. Para se ter idéia, os rendimentos mais elevados estão entre os 14,7% que escolheram Boa Viagem. Deles, 28,7% têm ganhos mensais superiores a R$ 8 mil. No entanto, quando se analisa essa mesma faixa de renda nos bairros de Arruda, Campo Grande e Encruzilhada o índice cai para 2%.
COMERCIALIZAÇÃO - Comprar o imóvel direto ao incorporador é a modalidade preferida por mais de 50% dos entrevistados. A facilidade na negociação, o diálogo mais aberto, os melhores planos de pagamento, a eliminação da burocracia bancária e as taxas de juros reduzidas são algumas das justificativas dadas pelas pessoas ao optarem pela venda direta. "Os clientes têm preferido essa modalidade por levarem em conta, principalmente, o tratamento mais próximo que terão com a construtora", avalia Mônica Mercês. Os empréstimos bancários, que figuram como a segunda forma de comercialização com 34%, é visto com cautela por mais de 62,1% por conta dos juros. Mas não é só isso. Os prazos prolongados dos bancos, entre 15 e até 20 anos, também afastam interessados.
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