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Atualizado em 19|04|2004 
Viver Mulher | Sem traumas na 1ª ida ao ginecologista
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Viver Mulher
Sem traumas na 1ª ida ao ginecologista
Especialistas indicam visita ao médico cada vez mais cedo para tratar de dúvidas e alterações hormonais comuns da idade e evitar doenças e gravidez
Uma mistura de medo, nervosismo, ansiedade e muitas dúvidas assaltam a mente de pré-adolescentes e adolescentes quando chega o momento de sua primeira visita ao ginecologista. Nesta hora, é preciso deixar os preconceitos e tabus de lado e explicar para as meninas a importância da orientação médica para estar com a saúde em dia e equilibrar alterações hormonais comuns nesta idade, além de evitar doenças sexualmente transmissíveis (DST) ou uma gravidez indesejada. Não existe uma idade estabelecida para que se faça um primeiro exame, mas o ideal é que seja com a chegada da puberdade.

  "É preciso observar o corpo da menina para saber se estão aparecendo pêlos e se o desenvolvimento mamário está ocorrendo. Se isso não aconteceu, a menina deve ir por volta dos 10 anos", explica a ginecologista e obstetra pernambucana Jeanine Trindade. Ela afirma que quanto mais cedo a menina for ao médico, menor é a sensação de constrangimento. E que se aparecerem corrimentos constantes durante a infância, a visita é recomendável."Também é um momento para falar sobre sexualidade e métodos anticoncepcionais", reforça a médica. Jeanine também alerta para problemas mais comuns, como o aparecimento de estrias nos seios e mênstruos irregulares, com intervalos de até quatro meses entre um e outro. "O eixo endócrino das meninas só fica mais maduro dois anos após a primeira menstruação", comenta.

  De acordo com Daniella Castellotti, especialista em ginecologia infanto puberal, as meninas estão visitando o ginecologista cada vez mais cedo. "As consultas não valem apenas para as que já foram iniciadas sexualmente. É necessário tirar dúvidas sobre sexualidade e prevenir contra doenças", esclarece a médica, que atende no Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO), em São Paulo e recebe uma média de 10 meninas na faixa dos 13 anos a cada mês.

  Para Amanda Belfort, de 16 anos, a ida à médica significou um alívio. "Tinham aparecido espinhas e pêlos em meu rosto e, como tenho pele oleosa, resolvi que era a hora certa", revela Amanda, que ficou menstruada aos 11, mas só visitou a especialista no ano passado. "Com os exames, a médica descobriu que eu estava com excesso de hormônio masculino e me receitou um remédio, que tomei durante seis meses. Meu problema melhorou 90%", comemora.

  As primas Renata e Mirella São Marcos são exemplos de garotas que, para cuidar da saúde, foram ao ginecologista cedo. Mirella tem hoje 14 anos e fez sua visita inicial aos 11 anos. "Tenho amigas de 18 anos que não foram ainda.Tenho abertura para conversar sobre vários assuntos com minha mãe", conta Mirella.

  Já Renata, que tem 19 anos, foi pela primeira vez a um consultório ginecológico aos 13, após ter ficado menstruada. Hoje, faz visitas periódicas, a cada seis meses. "É bom estar orientada e bem informada sobre o funcionamento do nosso corpo. Na primeira consulta fiquei mais nervosa, pois entrei na sala sozinha para conversar com a médica. Minha mãe só entrou depois", recorda a jovem.

  A instrumentadora cirúrgica Sandra Helena Cunha, 37 anos, lembra que sófoi ao médico pela primeira vez aos 20 anos, quando estava perto de se casar. "É uma fase muito difícil a adolescência. A menina passa por um turbilhão de sentimentos, fora o choque dos hormônios e é importante estar à vontade com a ginecologista", compara Sandra, que é mãe de três meninas. E quer levar a mais velha, Maria Eduarda, de 13 anos, ao ginecologista nos próximos meses.

Serviço

Daniella Castellotti - Fone: (11) 3884.4273

Jeanine Trindade - Fone: 3427.5652

 
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