Para quem não tem nenhuma familiaridade com as tribos do rock, é fácil generalizar e chamar a noite de sábado do festival com expressões como "peso" ou "camisa preta". Não que ambos tenham faltado. No entanto, a verdade é que a diversidade musical foi a tônica da segunda noite do APR.
A festa começou às 17h30, com a turma do Vamoz! Fazendo um som indie à la The Strokes, a banda agradou aos poucos que chegaram cedo ao Centro de Convenções. O ponto alto da apresentação foi o cover de Highway to Hell, do AC/DC.
Logo em seguida, foi a vez dos paulistas do Forgotten Boys. A banda empolgou ao fazer o cover de Ace of Spades, do Motorhead, mesmo com problemas de som no palco principal. Aliás, o som do palco 2 foi quase sempre melhor, durante toda a noite.
Depois deles, chegaram os cearenses do Switch Stance, com hardcore melódico e os mineiros do Eminence, que mostraram a cara do peso que muita gente esperava. O público ansiava por mais agitação quando entraram as meninas do Lava. Apresentação completamente sem sal.
Com fumaça no palco e gritos do público, o Destruction entrou arrasador, dando aula de thrash metal. Depois, foi a vez do Maldita e seu visual a la Marilyn Manson com fogo (literalmente!) no palco. Mais um caso de banda no lugar errado.
Melhor para o Ratos de Porão, que mexeu com quem ainda não tinha entrado na dança. A banda fez uma apresentação matadora. Foi tão impressionante que a gigantesca roda de pogo que se formou na primeira música só se desfez na última.
Daí para frente, não faltaram distorção e muito peso. O Insurrection Down mandou bem e manteve a adrenalina lá em cima até o Krisiun subir ao palco. A banda deixou de boca aberta quem ainda não conhecia a velocidade com que os gaúchos tocam.
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