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Simião dá seqüência à peleja de A Valise foi Trocada
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VÍDEO |
Luciana Veras Da equipe do DIARIO |
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Senhores e Senhoras: leiam no DIARIO DE PERNAMBUCO a história de um funcionário de uma fábrica, por nome de Jonas da Silva, que roubou R$ 2,5 milhões. Hoje, às 16h, sairá a sentença do julgamento.
Antes que o leitor pense estar folheando o caderno errado, eis a explicação: a notícia acima é falsa. A foto também. Melhor: são fictícias e foram criadas pelo camelô e cineasta Simião Martiniano como meio de incrementar e, ao mesmo tempo, divulgar o filme que ele vem rodando desde 2003, A Valise Foi Trocada.
Alagoano, 68 anos, Simião não perde o entusiasmo ao falar dos seus projetos. A Valise, por exemplo, é descrito como "um policial, com 60% de cenas de ação". O protagonista, Jonas (José Manuel), recebe do chefe, dr. Afonso, uma valise com a quantia supracitada, para efetuar um pagamento. Pára numa farmácia, enrabicha-se com a balconista e eis que, por acaso, sua maleta é trocada pela de um crente (Borba Gato), que, honesto, não quer nem saber do dinheiro. Muito vai e vem depois, chega-se ao julgamentoe à posterior condenação de Jonas.
A notícia de "mentirinha" será usada nas duas seqüências que Simião gravará, em digital, amanhã, no Socorro, bairro de Jaboatão onde mora e angaria apoio - a Farmácia Floriano é um deles. Apoio, aliás, é o oposto de dinheiro, que inexiste. "Não estou arranjando dinheiro de canto nenhum. Há seis meses botei o projeto na Secretaria de Cultura do Recife e continuo esperando, mas até agora nada", lamenta o diretor. "Os próprios atores estão ajudando", atesta José Manuel.
Como só se dedica ao filme nos domingos, dia livre das atividades como vendedor de discos em vinil no Camelódromo, Simião arrisca uma previsão longínqua para encerrar sua nona película (são dois curtas e seis longas, entre eles O Herói Trancado e A Moça e O Rapaz Valente, exibidos na mostra do Festival do Rio do ano passado). "Não tenho tempo, só os domingos mesmo, então acho que lá pra dezembro A Valise Foi Trocada será lançado, com 1h30 de duração", diz.
Indagado sobre o porquê de ter procurado o DIARIOpara publicar a matéria forjada, Simião Martiniano não titubeia: "Sempre é o Diario que faz matéria sobre meus filmes, desde muito tempo atrás". Antes de ir embora, segue falando do seu filme, descrevendo cenas com minúcias, como uma história em que "o homem perde o dinheiro por causa de uma mulher" e "será mostrada a inocência e honestidade do crente", Simples assim, como, aliás, é tudo que Simião Martiniano faz. Simples, mas não simplório.
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