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Descoberta do Sedna anima astrônimos
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Mas novidade ainda será avaliada pelos estudiosos, que não sabem se ela é um planeta ou uma espécie de fóssil |
Andrea Pinheiro Da equipe do DIARIO |
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O sistema solar é composto pelo Sol e mais nove planetas e pode ter ganho um novo componente, o Sedna. Você já ouviu falar? Pois saiba que essa é a mais nova descoberta dos astrônomos, que ainda não sabem se o corpo celeste é um planeta ou um planetóide. O nome foi escolhido para homenagear a deusa do oceano na mitologia esquimó, povo que vive na distante e gelada Groenlândia. De cor avermelhada (é mais vermelho do que Marte), o Sedna está a aproximadamente 13,5 bilhões de quilômetros do Sol. É tão distante que, do planeta, seria possível cobrir o Sol com a cabeça de um alfinete. Fica mais longe do que Plutão, o nosso último planeta.
O Sedna é um pouco maior do que a metade da Lua e para completar um ano, o tempo que leva para dar a volta ao Sol, demora o equivalente a 10.500 anos da Terra. Existem duas hipóteses para a descoberta: ou é um planeta ou uma espécie de fóssil que restou da formação do sistema solar, há cinco bilhões de anos. A descoberta será avaliada pela União Internacional de Astronomia quedecidirá se o corpo será classificado ou não como um planeta. Algumas características serão levadas em consideração, como o tamanho e a órbita.
"Não acredito que ele será considerado um planeta, porque é muito pequeno e tem uma órbita irregular", diz o coordenador de Astronomia do Espaço Ciência de Pernambuco, Antônio Carlos Miranda. O certo é que a descoberta do Sedna animou os astrônomos, porque pode revelar novos segredos do sistema solar. Eles acreditam que, por estar muito distante do Sol, o Sedna deve manter as características de quando foi formado. Isso significa que será possível entender como eram os outros planetas, como a própria Terra, no estágio inicial, quando nem os dinossauros habitavam o nosso planeta. A descoberta também poderá mudar a forma como compreendemos o sistema solar.
O Sedna é muito gelado, as temperaturas podem chegar a 240ºC negativos e não oferece condições para abrigar vida, pelo menos, da maneira como conhecemos. A primeira vez que os astrônomos viram o Sedna foi em novembro, no telescópio de Monte Palomar, na Califórnia, nos Estados Unidos. Depois, a descoberta foi confirmada por outros telescópios espalhados pelo Mundo.
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