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Brasil integra rede de pesquisa
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CÂNCER PULMONAR |
Tânia Passos Da equipe do DIARIO |
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A partir de abril, o Brasil começa a entrar no mapa da pesquisa clínica internacional em oncologia, filiando-se a grupos científicos na Europa e Estados Unidos para estudos na busca da cura do câncer de pulmão. O Grupo Cooperativo Brasileiro de Pesquisa em Oncologia (GBOC), formado por seis centros vai analisar e acompanhar 40 pacientes com câncer de pulmão que não tenham se submetido ainda a tratamento. Durante um ano os pacientes vão receber uma combinação de drogas, onde será observado a redução ou não do tumor.
O coordenador do GBOC, o médico André Murad, professor de Oncologia da Universidade Federal de Minas Gerais, explicou que a proposta do grupo é tratar os pacientes utilizando a quimioterapia com quatro aplicações da droga Docetaxel (conhecida comercialmente como Taxotere) e em seguida com a Gefitinib (ou Iressa), apontada como novidade no tratamento do mal. A pesquisa será financiada por dois laboratórios estrangeiros, o inglês Astra Zeneca e o franco-alemão Aventis.
O GBOC é formado pelo Núcleo de Oncologia da Bahia, o Hospital Albert Einstein (SP), a Clínica de Oncologia Médica (SP), o Instituto Nacional do Câncer (RJ), o Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho (SP) e o Hospital das Clínicas (SP). Segundo os médicos envolvidos na pesquisa, o estudo teve aprovação do Ministério da Saúde (MS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O Iressa faz parte de uma nova geração de drogas baseadas no princípio da biologia molecular, que atacam diretamente o tumor cacerígeno, poupando os órgãos próximos. Essas drogas estão conseguindo aumentar de três meses para dois anos a sobrevida de pacientes com câncer de pulmão em estado avançado. A observação sobre esses novos remédios foi feita durante a I Conferência Latino-Americana de Câncer de Pulmão, na semana passada em São Paulo.
Entretanto, para o chefe de Pesquisa Clínica do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Carlos Gil Ferreira, ainda é cedo para se comemorar. Segundo ele, as drogas existentes atualmente têm um efeito limitado no combate ao câncer do pulmão. Ele disse ainda que o único tratamento curativo para este tipo de câncer é o cirúrgico, que só é indicado em 15% dos casos. "Geralmente no Brasil, em 75% dos casos o diagnóstico é feito quando a doença já está num estágio avançado", explicou.
CAMPANHA - Enquanto não surge um medicamento capaz de curar o câncer de pulmão, os especialistas sugerem uma campanha mundial de anti-tabagismo e a regulamentação de leis que padronizem a fabricação e comercialização do cigarro. A coleta de assinaturas para firmar convênio internacional que padronize as leis começou a ser feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS) há um ano. O prazo para participar do convênio vai até junho. Dos 100 países que já assinaram o documento, apenas nove conseguiram aprovação em seus parlamentos.
A repórter viajou a São Paulo a convite do laboratório Aventis
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