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Segundo turno é vital para premiê Raffarin
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FRANÇA |
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SÃO PAULO - O segundo turno das eleições regionais francesas, que ocorre hoje, é vital para o futuro político do premiê Jean-Pierre Raffarin, que deverá perder seu posto se o centro-direita, do presidente Jacques Chirac, amargar outra derrota como a do primeiro turno. No domingo passado, o centro-direita ficou com cerca de 34% dos votos, seis pontos percentuais atrás da esquerda tradicional, sua maior rival.
O resultado foi visto como uma derrota pessoal para Raffarin, que já vinha sendo pressionado por conta de seu projeto de reformas (que tirará força do Estado do Bem-Estar Social francês) e do aumento do desemprego, que está em torno de 9%.
Buscando limitar os estragos no segundo turno, Raffarin foi obrigado a chamar para a cúpula do comitê de campanha do bloco de centro-direita o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, bastante popular entre os eleitores da ala mais conservadora da direita francesa graças à sua firmeza no combate à insegurança vivida - ou sentida - pela população do país. Embora possa funcionar a curto prazo, impedindo a derrocada eleitoral do centro-direita, a decisão de Raffarin, que se tornou o "condutor" da campanha, poderá custar-lhe caro a médio e longo prazos. Afinal, sendo o "motor" da campanha do partido de Chirac (UMP), Sarkozy - cuja aspiração política é tornar-se premiê, segundo especialistas - não deverá contentar-se em permanecer numa posição secundária. Ademais, a UMP (União por um Movimento Popular) ficou sem presidente desde que o ex-premiê Alain Juppé foi condenado por corrupção, no final de janeiro.
Chirac pretendia indicar o nome de Raffarin para a presidência do partido, porém o fracasso eleitoral do último domingo o enfraqueceu consideravelmente, abrindo caminho para Sarkozy. O primeiro turno deu novo ânimo ao centro-esquerda, conhecido como esquerda tradicional na França.
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