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Atualizado em 21|03|2004 
Revista da TV | A próxima trama do horário nobre
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Revista da TV
A próxima trama do horário nobre
Aguinaldo Silva vai contar a DIFÍCIL saga de uma mulher nordestina que luta para criar os cinco filhos
Tanques na rua, repressão e perseguição aos opositores do governo. Neste contexto, Maria do Carmo, uma jovem nordestina de 23 anos, chega ao Rio de Janeiro com os cinco filhos no dia 13 de dezembro de 1968, quando entra em vigor o AI-5 - Ato Institucional número 5 - que dava amplos poderes ao presidente. Vinda do Alto Sertão de Pernambuco, ela só deseja encontrar o marido que um dia partiu para o Sul e nunca mais deu notícias. Mas a jovem tem sua bebê seqüestrada e é presa no meio da confusão política.

  É assim, tendo como pano de fundo um dos momentos mais dramáticos da História do Brasil, que começa a saga de Maria do Carmo Ferreira da Silva em Dinastia, próxima novela das 21h escrita por Aguinaldo Silva. O início das gravações está previsto para o dia 31, em Belém de São Francisco (PE), com direção de Wolf Maya. Estréia em junho.

  Segundo o autor, os quatro primeiros capítulos, ambientados em 1968, terão um clima de superprodução. Nesta primeira fase, a protagonista será vivida por Carolina Dieckmann. Depois de uma passagem de tempo de 30 anos, Susana Vieira interpretará a matriarca dos Ferreira da Silva. "Maria do Carmo é uma mulher forte, destemida, que mantém o clã unido em torno dela. Anos depois, fica rica, poderosa, e seus filhos estão encaminhados. Mas ela tem uma grande frustração: a filha que procurou a vida inteira", conta Aguinaldo Silva.

  É claro que, como em todo bom folhetim, a protagonista vai encontrar sua filha desaparecida - papel que caberá a Carolina Dieckmann na segunda fase. Mas ainda não será o final feliz. Longe disso. Quando o reencontro acontecer, Lindalva, nome do bebê roubado, já se chamará Isabel e rejeitará a mãe verdadeira, porque a seqüestradora Nazaré, a vilã da história, vivida por Renata Sorrah, criou-a como se fosse sua própria filha.

  De volta a 1968. Maria do Carmo é levada por militares para a Ilha das Flores, onde ficavam os presos políticos. Lá, recebe ajuda do jornalista Dirceu Castro (José Mayer na segunda fase), que percebe que sua prisão é um erro. Na cadeia,ela ainda conhece o bicheiro Giovanni Improta.

  Antes de ser exilado, Dirceu consegue junto ao comandante libertar Maria do Carmo. Ela vai morar na Baixada Fluminense, no fictício distrito de Vila São Miguel, onde reencontra o bicheiro e abre uma loja de material de construção num terreno doado ao seu irmão, Sebastião (Luís Carlos Vasconcelos na primeira fase), por Carlos Lacerda.

  O irmão dela trabalha como motorista no Correio Carioca, opositor do regime. A dona do jornal, Josefa Magalhães Duarte Pinto (papel reservado a Marília Gabriela), é obrigada a fechar as portas e sair do país. Nesta fase, aparecerão alguns sósias de jornalistas famosos, como o falecido Paulo Francis.

  Nos anos 1990, Giovanni será perdidamente apaixonado por Maria do Carmo. Segundo Aguinaldo Silva, o bicheiro não será tão grosseiro como a ficção costuma mostrar e terá um certo verniz de cultura, doando até obras de arte a instituições.   

 
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