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Edição de Quinta-Feira, 25 de Março de 2004 
Política | Liberato acusa petistas de "contradição"
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POLÍTICA
Liberato acusa petistas de "contradição"
CÂMARA
"No Estado eles querem uma coisa. Na Câmara, querem outra. A oposição comandada pelo PT ao Governo do Estado na Assembléia Legislativa é a base governista do prefeito João Paulo (PT) na Câmara Municipal". Essa foi a reação do vereador Liberato Costa Júnior (PMDB) ao comparar, ontem, a diferença de comportamento dos petistas nas duas casas legislativas.

  A crítica foi feita após a bancada aliada do prefeito aprovar a quebra de prazos para levar ao plenário, até do dia 5 de abril, o projeto de lei que flexibiliza o uso dos recursos do fundo de previdência municipal pelo executivo. Segundo Liberato, os petistas mostraram mais uma "contradição", uma vez que, na Assembléia, acusaram o Governo do Estado de descapitalizar o fundo previdenciário, quando a base jarbista aprovou matéria semelhante no ano passado.

  Para o vereador peemedebista, o PT adotou a estratégia de usar um peso e duas medidas. Ele voltou a criticar o parecer da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Câmara, por ser contrário à criação do Sistema de Integração de Administração Financeira do Recife (Siafir). O mecanismo permitiria o acesso da Comissão de Finanças da Casa aos gastos públicos do município. Uma cobrança menor da que é feita pelos oposicionistas na Assembléia, defensores da abertura das contas estaduais para todos os deputados.

  Relator da matéria na CCLJ na Câmara, o líder do PT, Jurandir Liberal, disse que o projeto de Liberato é "inconstitucional", por criar gastos ao município, deliberação só permitida pelo Poder Executivo. "A criação de um sistema, mesmo que gere o custo de um real, não pode ser feita pela Câmara. Se Liberato trouxer a matéria ao plenário, vamos derrotá-la", afirmou Jurandir, garantindo que a base apoiará seu parecer.

  Indagado se havia possibilidade de o prefeito atender ao pedido da oposição e tomar a iniciativa de apresentar um projeto para dar acesso até mesmo ao cidadão comum, como medida de transparência, Jurandir disse que não. O petista afirmou que, os que hoje fazem oposição, nuncaexigiram tal iniciativa dos prefeitos anteriores.
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