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Previdência privada gera vagas
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Corretor de seguros ganha espaço no Nordeste, que é uma das regiões mais promissoras |
Cleiton Fernandes DA EQUIPE DO DIARIO |
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Fatores como a insegurança social, instabilidade no emprego e mudanças constantes na política previdenciária do País fizeram com que os profissionais que atuam como corretores de seguros deslanchassem nos últimos anos. Eles já somam quase 50 mil profissionais em todo o País. Há cerca de cinco ou seis anos, não passavam dos 30 mil. Além de poder fazer um calendário próprio de visita, o que proporciona maior flexibilidade nos horários, a atividade tem o atrativo de acarretar um salário médio inicial de R$ 1 mil e grandes possibilidades de ascenção financeira. E o melhor é que segundo os especialistas, a Região Nordeste é uma das áreas mais promissoras por oferecer uma terreno fértil para o desenvolvimento da profissão.
As empresas de seguro geralmente exigem que o corretor tenha o ensino médio concluído, seja maior de 18 anos, possua boa aparência e um curso de formação credenciado à Funenseg, a Federação Nacional das Escolas de Seguro. O presidente do Sindicato dos Corretores e Empresas Corretoras de Seguro (Sincor-PE), Carlos Valle, explica que um bom corretor é aquele que é persistente, tem domínio das técnicas de venda, conhece bem o produto que está vendendo e, principalmente, passa segurança aos clientes. "Ele tem um mercado e tanto pela frente para crescer e fidelizar. Mas para isso, é preciso ter ciência de que está vendendo muito além de um produto, mais uma opção que vai garantir uma vida melhor, dando segurança, proteção e estabilidade aos seus clientes".
Normalmente, o interesse maior pela atividade surge por parte dos profissionais que estão à procura de um reposicionamento de carreira ou da recolocação profissional. "Em sua maioria, é o pessoal da área de vendas despertando para o filão que pode gerar rendimentos de até R$ 5 mil ao longo da carreira", diz. Não é por menos. O mercado de seguros anda de vento em popa. O Icatu Hartford, por exemplo, dobrou o volume de títulos de seguro vendido nos dois primeiros meses do ano, no comparativo com o mesmo períododo ano passado. E tem muito mais a crescer. É de olho nesse filão que o Estado já conta com dois mil corretores.
Os interessados em obter uma formação na área de corretagem devem saber que há dois tipos de profissionais no mercado. Há os profissionais "habilitados" a comercializar apenas alguns tipo de seguro, como de vida e previdência. Mas também há os inscritos na categoria pleno. Neste último caso, ele estará habilitado a atuar com todos os tipos de seguro que estão disponíveis no mercado, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.
CURSO - O Icatu Hartford é uma das empresas que ministra o curso de corretor na área de seguro previdenciário em parceria com a Funenseg. O curso tem duração de três meses. No primeiro mês, o aluno estudará conceitos básicos do setor, obterá informações sobre o mercado e as normas de regulamentação. Já no segundo mês, haverá o estágio curricular, enquanto que no último, terá acesso a informações sobre os produtos oferecidos pela empresa.
Para se candidatar, além de atender aos pré-requisitos da Funenseg, os interessados terão que se submeter a um processo seletivo composto por envio de currículo (triagem), teste de conhecimentos gerais, dinâmica de grupo e entrevista pessoal. As inscrições estão sempre abertas e os currículos podem ser enviados para o e-mail corretoresre@icatu-hartford.com.br.
A Sulamérica também oferece uma espécie de curso de "especialização" para os seus corretores, é o e-learning de previdência. A modalidade é ministrada pela Internet. Os interessados em fazer parte do quadro de corretores da empresa terão acesso a informações sobre o mercado de previdência complementar.
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