BRASÍLIA - O Brasil recebeu US$ 1,024 bilhão em investimentos estrangeiros diretos no mês passado, 30% a mais do que os US$ 788 milhões que entraram no País em fevereiro de 2003. Com isso, o saldo do ano subiu para US$ 2,016 bilhões. Na comparação com o ingresso de US$ 1,693 bilhão registrado no primeiro bimestre de 2002, o desempenho nos dois primeiros meses deste ano mostra um crescimento de 19%.
A melhora na captação de investimentos estrangeiros em fevereiro com relação ao mesmo período de 2003 é consistente com a projeção do Banco Central, que estima um aumento de 30% no total de investimentos estrangeiros diretos a serem alcançados até o fim deste ano - US$ 13 bilhões.
Comparado ao mesmo período do ano passado, os investimentos estrangeiros no primeiro bimestre do ano já estão 20% superiores ao mesmo período em 2003. Em janeiro e fevereiro, o investimento direto estrangeiro (IED) previsto pela agência mista de promoção Investe Brasil somou US$ 2,016 bilhões. No mês passado, o setor de serviços recebeu a maior parte dos investimentos estrangeiros (57%).
No ano passado entraram US$ 10,144 bilhões. Até hoje, o ingresso de investimentos estrangeiros em março estava em US$ 650 milhões. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, disse que até o fim do mês os investimentos deverão somar US$ 900 milhões. Em março do ano passado, o Brasil recebeu apenas US$ 284 milhões.
Segundo Lopes, o ingresso de dólares deve ser acelerado com as expectativas de recuperação da economia neste ano. O Banco Central conta com aumento de 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto) para 2004.
Para ele, os empréstimos externos feitos no início do ano devem servir para compensar uma eventual falta de dólares ao longo do ano, caso os Estados Unidos decidam aumentar a taxa de juros, atualmente em 1%. Se isso ocorrer, a tendência é que o dinheiro do mercado internacional seja direcionado para os negócios localizados nos Estados Unidos.
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