A concessão da Malha Nordeste à Companhia Ferroviária do Nordeste foi feita através de licitação, em dezembro de 1997, como parte do Programa Nacional de Desestatização do Governo federal. A operação começou em janeiro do ano seguinte. O contrato de concessão tem duração de 30 anos.
Administrada inicialmente por um consórcio formado pela Companhia Vale do Rio Doce, Taquari Participações e Companhia Siderúrgica Nacional, a CFN foi alvo de diversos impasses entre os sócios, que apresentavam posicionamentos distintos quanto à viabilidade dos investimentos. O impasse só foi minimizado após a saída da Vale do Rio Doce do quadro acionário, no início do ano, passando as outras duas empresas a contar com 49% das ações. O restante continuou nas mãos dos empregados da antiga RFFSA.
A CFN administra 4,3 mil quilômetros de trilhos. Com o agravamento da conservação de alguns trechos e a desativação da linha sul, entre os municípios de Palmares (PE) e Propiá (SE), a distribuição das cargas tem sido feita por rodovias. Por não observar as metas de produção nem de segurança nos cinco primeiros anos do contrato, a CFN foi notificada para que prestasse contas à ANTT. A companhia foi multada em R$ 66,5 mil.
|