O procurador Marcelo Monte salientou, no documento, que "mesmo tendo sido criada anos depois da efetivação da concessão, em pouco tempo a ANTT foi alertada para o grau de contraste existente entre as metas contratuais e a realidade implementada pela CFN". Segundo os ternos da ação, a concessionária utilizava como justificativa as péssimas condições de conservação da malha quando do seu recebimento, a divergência entre a diretoria da empresa e a falta de capacidade financeira para realizar as obras necessárias a melhoria das instalações físicas e das operações.
O diretor administrativo da CFN, Jorge Luís de Melo, disse não ter tomado conhecimento da ação do Ministério Público e que qualquer posicionamento oficial só será emitido pela companhia após a notificação pela Justiça. Ele garantiu, no entanto, que a empresa tem realizado investimentos na malha e que até o momento já foram gastos cerca de R$ 50 milhões.
Melo disse que o Ministério Público não deveria pedir a suspensão do financiamento peloBNDES, já que alega a falta de investimentos como motivo para mover uma ação civil contra a CFN. O BNDES, o Ministério dos Transportes e a ANTT informaram que só se posicionarão sobre o assunto após serem notificados pela Justiça.
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