A supercosmopolita Nova York não estava preparada para os inúmeros casos de turberculose que, de repente, começaram a surgir. Quase que correndo, as autoridades de saúde providenciaram um hospital, nos confins da chique Manhattan, para abrigar os doentes mais graves, justamente aqueles que abandonavam o tratamento pela metade e voltavam a ter a doença, desta vez piorada pelo surgimento de bactérias ainda mais resistentes. O quadro foi ficando tão sério que o Governo se viu obrigado a manter estas pessoas internadas quase à força, uma espécie de confinamento, na verdade - como ficavam, tempos atrás, os portadores de lepra -, para evitar o abandono do tratamento. A medida, é claro, causou a maior polêmica, mas, enfim, a população parece ter entendido que não existe outra saída para evitar a proliferação de formas bacterianas mais resistentes. Aqui, a situação também não é das melhores, com mais de quatro mil vítimas só em 2003, e um dado capaz de deixar cabelos em pé: 80% mandam o tratamento às favas antes de ele completar os seis meses necessários. Resultado: diante de uma (provável) recaída, os remédios não surtem mais efeito. A tuberculose multirresistente pode ser uma grande dor de cabeça nas autoridades de saúde de Nova York. Mas aqui ganha ares de pesadelo, por uma razão muito simples: falta dinheiro para um combate frontal à doença, recursos humanos e estrutura física, além, claro, do mais grave: informação. Se não estamos num mato sem cachorro, hoje, é só porque usamos racionalmente os poucos recursos de que dispomos. O resto pode ser creditado aos céus.
Curtinha
Se houvesse uma viatura policial circulando pelas principais ruas de Setúbal, duas senhoras não teriam sido assaltadas, ontem, por volta das 18h30, na Leon Helmer. E é porque o bairro tem Núcleo de Segurança Comunitária.
Prêmio Renomadas instituições internacionais, como a ONU, patrocinam o Prêmio Internacional de Dubai sobre Melhores práticas para Melhorar as Condições de Vida. Mas o importante mesmo é que três projetos da Prefeitura do Recife têm chance de trazê-lo da capital dos Emirados Árabes: Igualdade de Gênero, Inclusão das Mulheres no Orçamento Participativo e Assistência e Prevenção à Violência Contra a Mulher.
Pela água Como ganha cada vez mais forma a crença de que o Planeta pode morrer de sede, aumentam as discussões sobre o uso racional da água. Dentro do tema, a deputada Teresa Leitão (PT) encaminhou audiência pública que acontece amanhã, na AL, sobre a política do Estado para a gestão desta riqueza. É que cresce o debate sobre a criação de uma frente parlamentar justamente em defesa dela.
Má hora Quando um usuário precisa renovar a carteira de habilitação, não pode escolher um horário que respeite as suas necessidades. O sistema se encarrega da tarefa, e é aí que moram as reclamações. Gente com tantos compromissos que mal pode respirar tem que cancelar tudo para se submeter aos exames. Que poderiam ser agendados.
Boa causa Luciano do Valle troca de profissão durante pequeno intervalo, amanhã, e passa de jornalista a leiloeiro. Vai bater o martelo no leilão com peças doadas pelos lojistas do Shopping Paço Alfândega, a partir das 19h, na praça de eventos do piso Ariano Suassuna. Toda a renda vai para a construção da Brinquedoteca do Imip.
Desconhecidos O delegado de Roubos e Furtos, Joel Venâncio, levou horas, ontem, mostrando aos quatro agentes da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) fotos dos possíveis responsáveis pelo assalto ao posto da PE-60, no Cabo, durante a madrugada do último domingo. Perdeu tempo. Depois de ver uma galeria com retratos de mais de 50 bandidos, os homens não reconheceram ninguém.
Livres Já a tarefa do delegado de Moreno, José Pedrosa, ontem, foi liberar o agricultor Williams Francisco da Silva e mais dois suspeitos de assassinar, domingo, o presidente do assentamento Hebert de Souza, José Rosendo. O policial chegou à conclusão de que não havia provas suficientes contra eles. Representantes da OLC vão hoje à SDS pedir resultados nas investigações.
Apesar da lei Está se criando um clima ruim entre o Damas e moradores do seu entorno, depois que o colégio resolveu, de acordo com os queixosos, repetir a gravação de três músicas a cada dez minutos. O som estridente, dizem eles, vem da quadra onde acontecem ensaios. As religiosas que comandam a instituição estariam alegando o fato de serem antigas na área para não reduzir os decibéis. Apesar da lei.
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