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Atenções se voltam para o chá verde
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ESTUDO |
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Consumido há séculos pelos chineses e considerado por eles como o "elixir da longevidade", o chá verde é considerado um forte antioxidante (combate radicais livres) e agora vem sendo estudado por pesquisadores japoneses no combate ao vírus HIV. Segundo estudo divulgado no Journal of Clinical Immunology, da Universidade de Tóquio, o principal componente do chá verde evita que o vírus da Aids se ligue ao sistema imunológico, o primeiro passo da infecção pelo HIV. No Recife, muitos adeptos do chá verde acreditam que o consumo diário ajuda a emagrecer.
O poder de cura da Camellia sinensis, planta que dá origem ao chá verde, está atraindo atenção. O principal componente do chá verde, o EGCG (Epigallocatechin Gallate), pode ter efeito protetor, na medida em que impede a união do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) às células do sistema imunológico, evitando assim a propagação do vírus no organismo. Mas, embora os resultados sejam animadores, os pesquisadores não sugerem o uso para conter a infecção pelo HIVou como uma terapia alternativa aos medicamentos.
Mesmo assim, é cada vez maior o número de consumidores do chá verde. Antes restrito às lojas de produtos naturais, ele é facilmente encontrado nos supermercados e existe também em cápsulas, tabletes, extrato seco (chá instantâneo) e em saquinhos.
O funcionário público, Arlindo França, 44 anos, começou a consumir o chá há quatro meses, seguindo uma indicação de um amigo. Na época estava com 108kg. Atribui à bebida a perda de 16kg. "Hoje durmo melhor, a minha pele está mais bonita e não sinto mais cãimbra nas pernas", disse. Arlindo tratou de divulgar a boa nova para os colegas de trabalho, Jadiel Castro, 39, que garante ter perdido 4kg, e Olivía Sousa, 30, que toma o chá há um mês na esperança de emagrecer.
O médico Celerino Carriconde, especialista em fitoterapia, que dirige o Centro Nordestino Popular, em Olinda, uma Organização Não Governamental que trabalha com plantas medicinais, acompanha os estudos sobre os poderes da Camellia sinensis. Ele alerta, no entanto, sobre o uso contínuo da bebida. Segundo Carriconde, qualquer planta usada para fins terapêuticos deve ter um tempo definido para o uso, de acordo com orientação de um especialista. "Não se pode negar o poder de cura das plantas, mas mesmo sendo natural pode fazer mal se tomada de forma continuada e em excesso", disse.
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