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Caçada aos talibãs mata 32 pessoas
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PAQUISTÃO |
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WANA (Paquistão) - Centenas de soldados paramilitares paquistaneses entraram em choque ontem com suspeitos de dar abrigo a militantes foragidos do Talibã e da Al-Qaeda na montanhosa fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão. Os combates resultaram na morte de 24 suspeitos e oito soldados paquistaneses, disse o general Shaukat Sultan, porta-voz do Exército. Ainda de acordo com ele, 15 soldados paramilitares ficaram feridos no confronto.
Por volta das 5h da manhã de ontem, cerca de 700 soldados paramilitares iniciaram a operação em Kaloosha, uma aldeia situada apenas dez quilômetros a Oeste de Wana, principal cidade da província de Warizistão do Sul. Uma morador de Kaloosha, Qasim Khan, contou que soldados paramilitares trocaram tiros com pessoas posicionadas em uma casa fortificada. Os soldados utilizaram metralhadoras e morteiros no ataque.
MORADORES - Ainda não se sabe ao certo quem estava no interior do imóvel, mas acredita-se que entre eles estivessem um dos sete membros do clã de Yargul Khel acusados de dar abrigo a supostos membros da Al-Qaeda. Os sete recusam-se à rendição. Não há sinais de que importantes líderes da Al-Qaeda tenham morrido na operação militar em Wana. A ação teve início apenas um dia depois de o presidente do país, general Pervez Musharraf, ter prometido livrar a região dos "500 ou 600 terroristas estrangeiros" que ele diz estarem escondidos na fronteira.
A maioria dos mortos aparentemente era composta por moradores locais suspeitos de abrigar militantes fundamentalistas islâmicos. Esta foi a mais recente operação militar paquistanesa nas regiões tribais semi-autônomas perto da fronteira com o Afeganistão. Acredita-se que membros foragidos do Talibã e da Al-Qaeda estejam refugiados nessa região e tenham cobertura de chefes tribais locais.
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