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Edição de Quarta-Feira, 17 de Março de 2004 
Esportes | Atacante do Náutico é absolvido
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ESPORTES
Atacante do Náutico é absolvido
Kuki era acusado de ameaçar casal com uma arma durante discussão de trânsito
O atacante do Náutico, Sílvio Luiz Borba da Silva, o Kuki, foi absolvido ontem à tarde da acusação de ter apontado uma arma contra um casal durante uma discussão de trânsito, ocorrida em 6 de outubro de 2002, em Piedade. Durante a sessão no Juizado Especial Criminal de Jaboatão dos Guararapes, o juiz Eduardo Costa deu ganho de causa ao jogador por falta de provas, seguindo a indicação da promotoria. O atleta, que faltou ao treino de sua equipe para comparecer à audiência, já pensa em processar o analista de informática Renato da Silva Matos, que denunciou o caso à Polícia.

  Na ocasião do incidente, Renato declarou que trafegava pela avenida Copacabana com sua ex-mulher, Alexandra Rocha de França, e a filha do casal, na época com um ano e sete meses, quando o jogador parou seu carro bruscamente em frente ao veículo do analista, sem dar sinalização. Irritado com o som da buzina do carro de Renato, Kuki teria seguido o veículo da família apontando uma arma. "Não tenho dúvidas de que ele estava armado", declarouo denunciante, durante os primeiros depoimentos na Delegacia de Piedade.

  Já na versão do jogador, a discussão ocorreu apenas verbalmente, sem a utilização de arma. Cerca de 15 dias após o bate-boca, o atleta prestou depoimento ao então delegado de Piedade, Ednaldo Araújo, reiterando a inexistência de qualquer armamento em seu poder. Na ocasião, ele assinou o termo no qual estava sendo acusado de ameaça de morte, porte ilegal de arma e desobediência à autoridade policial. Demonstrando irritação, o atacante deixou a delegacia sem falar com a Imprensa. No dia da discussão ocorriam as eleições presidenciais, período onde o porte de armas é terminantemente proibido.

PROCESSO - De acordo com o advogado do Clube Náutico Capibaribe, Sérgio Galvão, o atleta pretende mover uma ação por danos morais contra o denunciante. "Diante da total ausência de provas, ele já estuda essa possibilidade", informou o advogado. Renato da Silva Matos não foi encontrado pela reportagem para comentar sobre a decisão da Justiça.

Comentários dos Leitores
"A história começou a ficar muito estranha quando o senhor Renato afirmou que não torcia por nehum time de futebol, onde todos que conhecem este rapaz sabe que ele completamente louco pelo SPORT . Que o Kuki eh nervoso todo mundo sabe , mas dai dizer que ele apontou uma arma !!! essa éso coisa de louco, coisa de gente que é alucinada pelo SPORT, queria ver se o Kuki jogasse por la se isso estaria neste ponto."
"Fica difícil o cidadão ir atrás, de uma pessoa que o ameaça, para juntar provas que o agressor esta armado. Só mesmo em filme! Eu mesmo não iria e nem tampouco o Juiz!" André, por e-mail.
 
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