|
|
|
Cada modelo, uma história
|
|
|
 |
João Amaro é um Forrest Gump da aviação. Adora contar as histórias das preciosidades que vão compor seu futuro museu. Talvez a mais incrível seja mesmo a do Messerschimitt 109. Segundo Amaro, o caça alemão foi atingido e fez um pouso de emergência num lago da Noruega. Ficou submerso durante 40 anos antes de ser resgatado. Olhando de perto, dá para ver os buracos de bala. Atualmente, a aeronave está sendo recuperada pelo pessoal da oficina de restauração e reparo da TAM. A oficina é formada por quatro hangares.
Cada um deles está destinado a uma fase diferente do processo de restauração. No primeiro funciona a montagem. O segundo hangar abriga a pintura e o revestimento. No terceiro está a usinagem, soldas e motores. E o quarto conta com a marcenaria e o depósito. Nesse espaço trabalham mecânicos, ferreiros, eletricistas e marceneiros, coordenados por um grupo de engenheiros. A TAM iniciou, inclusive, uma parceria com uma escola local. Alunos do curso de marcenaria fizeram estágio em marcenaria aeronáutica.
Outra história que faz sucesso entre o pessoal que visita as futuras instalações do museu é a do Spitfire, doado pela Rolls Royce, fabricante do motor Merlin que equipava o caça. O avião chegou ao Brasil em maio de 2002, com direito a festa de boas vindas e a presença de alguns dos que pilotaram o caça durante a Segunda Guerra Mundial. Definitivamente, o que não falta é história para contar em São Carlos. "Uma vez, o presidente da Cessna veio até São Paulo e encontrou um MIG 21, que brigava com ele durante a Guerra do Vietnã", lembra João Amaro.
|
 |
|
|