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Supermãe que guarda segredos dos gêmeos
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Matriarca da família de lutadores tem orgulho da tradição, é exigente com os filhos e resolve tudo no sopapo |
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Sabe aquela mãe durona, que pega no pé dos filhos mesmo depois de crescidos? Assim é Edilásia Sardinha, personagem de Rosi Campos em Da Cor do Pecado. Ao mesmo tempo em que controla Apolo (Reynaldo Gianecchini), Ulisses (Leonardo Brício), Thor (Cauã Reymond), Dionísio (Pedro Neschiling) e Abelardo (Caio Blat), ela também os mima e os superprotege. Muito parecida com a inesquecível Dona Armênia (Aracy Balabaniam) e suas filhinhas na novela Rainha da Sucata (1990).
"Edilásia não tem psicologia nenhuma, criou os garotos como lhe deu na telha. É aquela mãe chata, exigente, que resolve as coisas dando um sopapo", diz Rosi. A matriarca dos Sardinha cuida para que os filhos continuem a tradição da família. Assim como o falecido pai, Napoleão Sardinha, mestre em artes marciais, os rapazes lutam jiu-jítsu. Segundo Rosi Campos, o núcleo tem um toque de humor e inspiração nas histórias em quadrinhos, como na Família Buscapé. "O mais legal é que eles são muito unidos e apaixonados um pelo outro", conta.
Na trama, Edilásia tem dois segredos muito bem guardados. Um deles é a receita da sopa mágica, inventada pelo marido, que dá uma incrível força a quem a bebe. Quando entram no ringue, os filhos tomam a sopa para vencer seus adversários. Até a mãezona, uma lutadora frustrada, bebe. "A personagem deveria ter muita força. Para isso, tive que aprender alguns golpes", conta a atriz, que teve aulas com o professor Dani Hu. "O Gianecchini nunca tinha lutado e ralou muito", revela Rosi.
Além de brigar muito com Tina (Karina Bacchi), jovem que só namora lutadores campeões, Edilásia estará em conflito permanente com Abelardo. Tudo porque o caçula se recusa a ser como os irmãos brutamontes e sonha com a carreira de maquiador. "Para ela, é uma vergonha. Não aceita a opção de Abelardo, que é bom lutador. Os dois vão brigar muito. Mas acho que ele vai acabar conquistando a mãe", diz Rosi Campos, que tem um filho de 21 anos que mora com a namorada.
O outro segredo da matriarca está relacionado ao seu passado. Edilásia era empregadade Afonso (Lima Duarte) quando ficou grávida de gêmeos. Ela deu um jeito de separar as crianças e ficar com Apolo. Enquanto isso, Paco foi criado pelo milionário. Um irmão nunca soube da existência do outro. "E Afonso nem imagina que tem outro filho", detalha. Quando Apolo desaparecer no mar ao cair do barco, Paco, que também será dado como morto após um acidente de helicóptero, assumirá a identidade do irmão. "No começo, Edilásia não perceberá a troca dos filhos", antecipa Rosi, que concilia as gravações com a peça As Sereias da Zona Sul, em cartaz há cinco anos. "As histórias são legais e vão prender a atenção do público", diz.
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