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A política pernambucana entra no caminho da perdição quando troca o voto pela bala. Disputas eleitorais devem ser resolvidas nas urnas e não com armas. Esse raciocínio parece óbvio, mas os fatos revelam que o acirramento entre adversários está pegando, cada vez mais, o rumo da delegacia e do cemitério. O crime de ontem mostra que casos de política que se transformam em casos de polícia não podem ser vistos apenas como fruto da exacerbação das diferenças partidárias. A causa é mais profunda. Na origem do problema está essa mania nacional do uso da violência para resolver divergências. Sejam políticas, amorosas ou financeiras. É bom lembrar que Ribeirão, município que em pleno domingo de festa testemunhou seu prefeito tentando matar um oponente, fica na Mata Sul, uma região que, infelizmente, mancha de sangue a história política pernambucana. A violência por lá é tanta que, em 1996, por decreto do então governador Miguel Arraes, a área virou zona de exclusão. Grupos especiais da Policia Civil e a elite da Polícia Militar passaram meses vasculhando os municípios da área tentando desmontar o crime organizado que, supostamente, tinha ligações com lideranças políticas da região. A operação não deu os frutos desejados, pois na cadeia ninguém ficou. Uma pena, pois o fracasso deixou raiz. Oito anos depois, a população da Zona da Mata sofre, mais uma vez, com os desmandos de quem opta pela arma de fogo para resolver questões eleitorais. É preciso refletir se não vale por em prática uma ação conjunta da Secretaria de Defesa Social, Ministério Público, Tribunal Regional Eleitoral e partidos para tentar evitar que as eleições que se aproximam virem um atentado contra às leis da democracia.
Sérgio Guerra diz que no combate aos danos causados pelas chuvas, o Governo federal está mais perdido do que cachorro que caiu de mudança. Segundo o senador, os R$ 26 milhões liberados para atender os desabrigados em todo o País é uma quantia "ridícula".
Molhado As chuvas devem ter atrapalhado a esperada romaria ao gabinete de Raul Henry na sua primeira semana como secretário de Planejamento e na função de articulador político. Somente dois prefeitos agendaram encontros com ele nos primeiros sete dias de trabalho de Raul.
Caim e Abel O PSDB deve resolver não só um problema político, mas um problema familiar, caso confirme a coligação com o PPS em Arcoverde. Lá apresentam-se como postulante os irmãos Israel Guerra (PSDB) e Julião Guerra (PPS).
Tô fora A prefeita de Olinda, Luciana Santos (PCdoB), comunica hoje, às 13h, a saída de Izael Nóbrega do primeiro escalão da administração do município. A notícia não vai servir para o socialista Pedro Mendes, pré-candidato a prefeito, recuperar o sossego. Outro nome do PSB deve ocupar o cargo de procurador-geral.
Delírio O petebista Alf quer ser, além de prefeito de Olinda, presidente da República. Promete, se chegar lá, se inserir na ONU para discutir política internacional. A aspiração do deputado está no jornal de Olinda, publicado em dezembro de 2003.
Pró-Olinda Retorna à Câmara dos Vereadores de Olinda, nesta semana, o pedido de autorização para a prefeitura realizar empréstimo junto ao BNDES de R$ 55 milhões. Recursos que serão destinados à contrapartida municipal dos projetos junto ao Banco Mundial e ao Ministério das Cidades.
Irmão coragem Dizem que as mulheres geralmente estão por trás das atitudes de alguns homens. Não é o caso do prefeito João Paulo (PT). Com todo respeito, digo que o seu parceiro de ousadia também é do sexo masculino. Com coragem, o secretário de Serviços Públicos, Dilson Peixoto (foto), enfrentou os críticos da inversão do trânsito em Boa Viagem. Postura semelhante a adotada por ele na retirada dos kombeiros. É por essas e outras que o pequeno Dilson está se tornando o homem-de-ferro da Prefeitura do Recife.
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