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Sol na medida certa
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Protetor solar ajuda, mas tem que ser usado corretamente. Veja outros cuidados médicos para evitar que uma enfermidade estrague seu verão |
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Uma boa viagem de férias não depende apenas da escolha de um lugar maravilhoso, dos momentos tranqüilos ao lado da companhia preferida ou de praia, festa e diversão. Uma saúde debilitada pode estragar dias que têm tudo para serem memoráveis. Portanto, não subestime o calor do verão e previna-se. Tomar as precauções necessárias sob o sol é fundamental para garantir uma curtição saudável e um bronzeado correto e bonito na volta ao batente.
Fazer isso não é difícil. O cuidado mais básico que as pessoas conhecem é o uso do protetor solar. O problema é que dificilmente é feito da forma correta. O ideal é aplicar o filtro 30 minutos antes da exposição, para uma melhor absorção do corpo. No rosto, o produto deve ter proteção alta - acima de 20, pelo menos. E deve ser reaplicado a cada duas horas, ou depois de sair da água ou de suar muito.
''Para as pessoas de pele clara a precaução deve ser redobrada. Não podem ficar ao sol por muito tempo e o fator de proteção deve ser, no mínimo, 15'', alerta o dermatologista Iphis Campbell. Segundo ele, negros e morenos podem curtir o sol sem tanto peso na consciência.
Outra medida que o dermatologista ressalta é não ficar sob o sol entre as 10h e as 16h. Nesse horário, a incidência dos raios ultravioleta (UV) é maior e faz mal à saúde. São eles que causam queimaduras, alergias, envelhecimento da pele e, a longo prazo, câncer. Mas, como a maioria dos turistas de verão tem propensão a fugir dessa recomendação, o mínimo a fazer é procurar as sombras, usar boné, chapéu e camiseta. Aliviar rosto, nuca, braços e mãos com água fria ou tomar banho de mar ou piscina sempre cai bem.
Sem cuidados, as conseqüências podem ser graves. Como a insolação, que é a desidratação da pele. Ficar à mercê do sol nos horários de pico sem protetor solar é pedir para sofrer da enfermidade. Os sintomas vão das queimaduras e dores de cabeça até náuseas, coração acelerado, vômitos e desmaios, causados pela falta de oxigenação no cérebro. Um estágio mais grave provoca arritmia cardíaca e hipertensão arterial. É hora de ir para o hospital.
Por isso, beber água, e muita, é fundamental. ''Na temperatura normal hidrata mais que gelada'', avisa o nutricionista Júlio Henrique Aquino. Ele explica que, além da hidratação, uma dieta balanceada evita o mal-estar sob calor forte. O ideal é comer refeições leves, no máximo de três em três horas. Abuse das frutas, saladas e sorvetes. Cafeína, álcool e açúcar são perigosos, pois fazem o corpo perder mais líquidos.
Exames - Não extrapolar durante a viagem de férias também é a ordem para idosos, obesos, hipertensos e pessoas com problemas cardíacos. Turistas desse grupo não podem brincar com o sol. Para diminuir os riscos de alguma surpresa desagradável, é bom fazer uma visita ao médico antes de pegar o carro ou o avião. O profissional de saúde indicará até que ponto é seguro aproveitar o sol na praia ou na piscina.
''Basta ver como está a pressão, o coração, maneirar nos exercícios, banhos de sol e tomar muita água. Nada que estrague as férias'', ameniza o clínico-geral ecardiologista William Camargo.
Todas as recomendações valem para as crianças e bebês. No caso do uso de protetores solares, o mais indicado é usar aqueles com fator de proteção superior a 50. Isso porque queimaduras e insolações ocorrem de forma mais rápida em pessoas mais novas. Pais e mães devem dar água a elas o tempo todo e tirá-las do sol depois das 10 horas.
Após um dia debaixo do sol de verão, as medidas para preservar a saúde não acabam. Um banho frio ajuda a diminuir a temperatura corporal. O melhor é não usar bucha, que tira as proteções naturais do corpo. O sabonete pode ser neutro ou hidratante, de glicerina ou leite de cabra. Depois, lembre-se de passar um hidratante para o corpo, pois vento, sol, piscina, areia e calor ressecam a pele.
No caso de os cuidados não terem sido suficientes e o sol tiver queimado o corpo, é hora de tratar para não estragar o resto das férias. A babosa é usada há milhares da anos para esse tipo de cura. É importante para o equilíbrio hídrico. Outros remédios para essas ocasiões são a erva calêndula e o óleo essencial de lavanda, para queimaduras; e os óleos de hortelã e essência de camomila, que dão um efeito refrescante. Se desconfiar que o caso é grave, não espere a viagem acabar. Procure o médico na cidade onde estiver.
Perigo na praia - Além das queimaduras provocadas pelos raios solares, o clima quente e úmido favorece o aparecimento de vários tipos de micoses. Nesse caso, o cuidado básico é não andar com o biquíni ou calção de banho molhado o dia inteiro. O atrito, principalmente na virilha, provoca o aparecimento das infecções.
A areia também contém vermes causadores de micoses e outras doenças da pele. Na maioria provocados por fezes de cachorros. ''Evitar as áreas notadamente sujas é o modo de prevenção. São problemas difíceis de controlar porque a única profilaxia seria não ir à praia'', explica o dermatologista Iphis Campbell.
O bicho geográfico é uma das infecções mais comuns. Ele consiste em uma irritação de cor vermelha escura que parece ir caminhandoe mudando de lugar no corpo. Não cutuque. Se não for possível ir a um médico, passe éter com algodão na área atingida. Isso não vai matar, mas pode provocar a descamação da pele irritada e a expulsão do parasita.
As bactérias estafilococos e estreptococos causam o impetigo. Essa doença aparece na forma de vesículas e bolhas que rapidamente se rompem. O resultado são áreas com erosão na pele e formação de crostas no lugar. Para combatê-lo remova as cascas e limpe bem as lesões. O uso de um antibiótico indicado por um dermatologista previne que o problema se repita.
Outra incidência comum do verão é a micose de praia. Esta, na verdade, não é adquirida na praia ou piscina. O fungo causador da doença habita a pele de todas as pessoas e se desenvolve em algumas delas. Ela é comum no verão porque, quando a pele é bronzeada pelo sol, a área infectada não queima, deixando manchas brancas no corpo. O tratamento é feito com medicamentos via oral ou local.
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