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Rendição de holandeses é comemorada
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Ministro Marcos Vinícius Vilaça propõe debate de temas históricos |
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O ministro Marcos Vinícius Vilaça transformou a reunião do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco (IAHGP) realizada ontem à noite, dia em que se lembrava os 350 anos da rendição dos holandeses aos luso-brasileiros, numa convocação a um esforço para que o feito não prevaleça apenas como um registro histórico. "Meu pensamento é exatamente esse! A Restauração não pode ficar apenas nas narrativas. Temos que partir daí para discutir temas como a interação entre as raças, a demografia, injustiça social", sentenciou o ministro.
O presidente do IAHGP, José Luiz de Mota Menezes, abriu os trabalhos de ontem à noite diante de um auditório completamente lotado. A reunião contou ainda com a presença do governador em exercício, Mendonça Filho; do coronel Cláudio Skora Rosty, representando o Exército; do desembargador Jones Figueiredo Alves, representando o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Napoleão Tavares, e do secretário chefe da assessoria especial do Governo do Estado e presidente da comissão organizadora das festividades comemorativas da Restauração Pernambucana, Dorany Sampaio.
O presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco destacou que a reunião da noite de ontem já tinha grande destaque pois em vez de um representante do Governo Estadual contava com um governador em exercício. Salientou, ainda, que o histórico do IAHGP lembra que os registros dos combates que marcaram a Restauração Pernambucana inicialmente marcados por relatos cheios de euforismo deram lugar a outros fundamentados em documentos, inclusive do "vencedor que virou vencido".
Enaltecendo a importância do trabalho do IAHGP, o ministro Marcos Vinícius Vilaça avançou no discurso do presidente do Instituto para conclamar que se tome o exemplo da Restauração Pernambucana para se reformular o presente. Relembrou um diálogo com um "ex-presidente" que evitou nominar mas repetia que "Pernambuco tem mania de grandeza", ao que retrucou: "Pernambuco tem é grandeza!". Para o ministro, o Estado precisa persistir e trocar "o individualismo pelo coletivo". Após seu pronunciamento, questionado sobre o que fazer, então, respondeu: "Precisamos não nos darmos por vencidos!"
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