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Tropas nicaragüenses atacadas
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IRAQUE |
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BAGDÁ - As tropas nicaragüenses que se encontram no Iraque desde o ano passado em missão humanitária foram atacadas com fogo de morteiros, mas "sem causar danos físicos nem material", informou o Exército em um comunicado distribuído em Manágua. Segundo o comunicado divulgado ontem três projéteis lançados por morteiros caíram na noite de terça-feira no interior da unidade militar nicaragüense, localizada na cidade de Ad Diwaniyah, ao Sul de Bagdá. Trata-se do primeiro ataque sofrido pelas tropas nicaragüenses desde sua chegada ao Iraque.
As tropas, integradas por 115 médicos e forças de segurança, encontram-se no Iraque desde setembro do ano passado. Um segundo contingente chegou a ser treinado para ser enviado ao Iraque, mas as autoridades cancelaram esta missão por falta de recursos. O Exército pediu tranqüilidade aos parentes dos soldados e disse que a tropa está bem e que as medidas de segurança na base foram reforçadas.
Quatro pessoas morreram e 17 ficaram feridas ontem em Bagdá quando um homem explodiu o veículo que dirigia, pintado como uma ambulância, em frente ao hotel Shaheen, onde se hospedava o ministro Sami al Majoun (Trabalho).
Entre os mortos, está um sul-africano que prestava serviços para uma empresa de segurança. O ministro não foi ferido.
O ataque, no qual foram usados cerca de 200 kg de explosivos, ocorreu um dia após a ONU ter constatado que havia segurança suficiente para o envio de uma missão técnica para estudar a viabilidade da realização de eleições diretas neste ano. A entidade retirou seus funcionários de Bagdá no fim do ano passado, após sua sede ter sido alvo de dois ataques.
Os xiitas, maioria no país, pedem eleições diretas em contraposição à proposta dos EUA de escolher em convenções regionais o governo interino que assumirá em 30 de junho. Em Nassiriah, no Sul do Iraque, 10 mil xiitas foram às ruas exigir votação direta, chegando a expulsar o governante local de seu gabinete porque ele foi indicado, e não eleito.
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